POLÍTICA

Augusto Cury defende semipresidencialismo e sugere Tarcísio como primeiro-ministro

Candidato à presidência criticou sistema político e apresentou propostas em convenção.

Por Estadao Conteudo Publicado em 03/08/2026 às 21:08
Augusto Cury Reprodução / Instagram

O escritor Augusto Cury (Avante) afirmou nesta segunda-feira, 3, que, se eleito presidente da República, estará a favor da mudança do sistema político brasileiro para um regime semipresidencialista, no qual haverá um presidente encarregado das questões de Estado e um primeiro-ministro responsável pela governança do País.

Em suas declarações, Cury indicou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, como uma escolha para ocupar o cargo de primeiro-ministro. "Tarcísio, há muito tempo eu tenho te acompanhado e te admiro. Se eu tiver o privilégio de sentar na cadeira de presidente, eu convocaria duas grandes reformas iniciais", disse ele.

O autor continuou: "Haverá um presidente que cuidará do estratégico, das Forças Armadas, e um primeiro-ministro para gerir essa nação continental. E um primeiro-ministro que está no meu radar, e que eu teria o privilégio de convidar, se chama Tarcísio de Freitas".

As afirmações ocorreram durante uma convenção que confirmou o escritor como o candidato do partido à presidência. Tarcísio, que estava na mesa oficial do evento, não demonstrou reação enquanto Cury discursava, mantendo uma conversa com outra pessoa. Mais cedo, o governador desejou "boa sorte" ao candidato.

O governador Tarcísio se dirigiu a Cury: "Para dizer a você, Augusto Cury, que com muita coragem, você que é uma pessoa consagrada, que se lança à Presidência da República, a gente está aqui para te desejar também boa sorte nessa caminhada".

A proposta do semipresidencialismo já havia sido debatida na Câmara dos Deputados no ano passado. Nesse modelo, o presidente compartilha poder com um primeiro-ministro, que é escolhido pelo Congresso Nacional, responsável por formular o plano de governo e dirigir a administração federal.

O presidente, nesse sistema, teria a capacidade de dissolve a Câmara dos Deputados em caso de crise política e convocar o Congresso Nacional extraordinariamente. Além disso, mantêm o poder de nomear ministros do STF e outros tribunais, chefes de missões diplomáticas, diretores do Banco Central, procurador-geral da República e advogado-geral da União.