Debate sobre holocausto cigano será realizado na Comissão de Direitos Humanos
A audiência pública ocorrerá na terça-feira (4) e abordará a memória histórica das vítimas do nazismo.
A Comissão de Direitos Humanos (CDH) vai debater na terça-feira (4), às 14h, a memória do holocausto cigano (também conhecido como holocausto romani). O enfrentamento ao anticiganismo e ao antissemitismo, as perseguições étnicas e a necessidade de preservação da memória histórica das vítimas do nazismo também estão na pauta do debate.
A audiência pública foi exigida pela presidente da comissão, senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Segundo um parlamentar, estima-se que entre 220 mil e 500 mil ciganos tenham sido mortos pelo regime nazista e seus aliados durante a 2ª Guerra Mundial.
Damares ressalta que, apesar da magnitude da tragédia, a memória das vítimas ciganas ocorreu por décadas à margem do debate público e dos esforços de memorialização.
“No Brasil, o debate sobre o holocausto cigano ainda é incipiente , e o enfrentamento ao anticiganismo (forma específica de racismo e perseguição contra os povos ciganos) permanece como um desafio estrutural para as políticas públicas de direitos humanos, igualdade racial e memória histórica”, justificou o senador.
Participação da audiência pública:
- Aline Miklos , gerente de Advocacia, Assuntos Governamentais e Litígio Estratégico do Instituto Vladimir Herzog;
- Carlos Reiss , coordenador-geral do Museu do Holocausto de Curitiba;
- Igor Shimura , cientista social, professor universitário e presidente do Instituto PluriBrasil;
- Hayanne Iovanovitchi , fundadora do Coletivo de Mulheres Ciganas do Brasil, idealizadora do Museu Virtual de Memórias da Imigração Cigana em Curitiba e coordenadora da Política de Povos e Comunidades Tradicionais da Secretaria de Estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná;
- Marcos Toyansk , coordenador do Grupo de Estudos Ciganos do Laboratório de Estudos sobre Etnicidade, Racismo e Discriminação (USP);
- Representante do Coletivo Cigano Juntos Somos Mais Fortes.
Como participar
O evento será interativo: qualquer pessoa pode enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania. As mensagens podem ser lidas e respondidas pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como atividade complementar em curso universitário, por exemplo. Pelo Portal e‑Cidadania também é possível opinar sobre projetos e até sugerir novas leis.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)