DECLARAÇÃO

“É importante que todos vejam para que nunca mais aconteça no Brasil”, diz Renan Calheiros sobre esquema de corrupção exibida em filme da Covid-19

Senador prestigiou sessão especial do documentário “Anatomia do Caos”, que traz os bastidores das investigações, da qual foi relator.

Publicado em 30/07/2026 às 11:26

Durante sua participação na sessão especial do documentário “Anatomia do Caos,” exibido na quarta-feira (29), em Maceió, o senador Renan Calheiros destacou a importância do brasileiro  conhecer os bastidores das investigações conduzidas pela CPI da Covid-19, que revelou um esquema bilionário de corrupção na negociação de vacinas durante a pandemia. “É importante que todos vejam para que nunca mais aconteça no Brasil”. 

Renan Calheiros foi o relator da Comissão. Antes da exibição do filme, ele conversou com o público. 

“É uma honra muito grande estar aqui com vocês para assistir esse filme. Ele é um acompanhamento, sobretudo, do funcionamento dos bastidores da Comissão Parlamentar de Inquérito que eu tive a honra e a satisfação de ser o relator em um momento difícil, onde nós tínhamos na presidência da República alguém que não acreditava na ciência e na eficácia da vacina”, disse o senador.

O documentário foi dirigido pela cineasta Dandara Ferreira e tem imagens inéditas dos bastidores da CPI que aconteceu de abril a outubro de 2021, além de englobar episódios marcantes de políticos, incluindo quando o então presidente, Jair Bolsonaro, diz que não é coveiro e imita, em tom de deboche, uma pessoa com falta de ar. 

O filme é um retrato da omissão do governo Bolsonaro diante da crise sanitária que matou mais de 700 mil pessoas no país, e traz o escândalo de corrupção envolvendo o processo bilionário para a compra de vacina. 

“É importante que todos vejam e tiram suas dúvidas para que essas coisas não voltem a acontecer nunca mais no Brasil”, disse o senador Renan Calheiros. 

Cineasta Dandara Ferreira 

Em entrevista ao veículo de comunicação Poder 360, Dandara falou sobre a iniciativa de gravar os bastidores da Comissão. 

“A decisão de filmar veio antes da CPI. Ela nasceu da indignação. Eu estava acompanhando o avanço da pandemia, o crescimento do número de mortes e a sensação de abandono que tomava conta do país. Como cineasta, minha forma de reagir ao mundo é através da câmera. Quando a CPI começou, percebi que algo muito importante estava acontecendo. Pela 1ª vez, o país parecia olhar para si mesmo e perguntar: como chegamos até aqui? Fui a Brasília sozinha com uma câmera na mão e sem saber que filme seria esse. A história estava sendo construída ao mesmo tempo que filmava”, disse a cineasta.

Fonte: Assessoria

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