“É importante que todos vejam para que nunca mais aconteça no Brasil”, diz Renan Calheiros sobre esquema de corrupção exibida em filme da Covid-19
Senador prestigiou sessão especial do documentário “Anatomia do Caos”, que traz os bastidores das investigações, da qual foi relator.
Durante sua participação na sessão especial do documentário “Anatomia do Caos,” exibido na quarta-feira (29), em Maceió, o senador Renan Calheiros destacou a importância do brasileiro conhecer os bastidores das investigações conduzidas pela CPI da Covid-19, que revelou um esquema bilionário de corrupção na negociação de vacinas durante a pandemia. “É importante que todos vejam para que nunca mais aconteça no Brasil”.
Renan Calheiros foi o relator da Comissão. Antes da exibição do filme, ele conversou com o público.
“É uma honra muito grande estar aqui com vocês para assistir esse filme. Ele é um acompanhamento, sobretudo, do funcionamento dos bastidores da Comissão Parlamentar de Inquérito que eu tive a honra e a satisfação de ser o relator em um momento difícil, onde nós tínhamos na presidência da República alguém que não acreditava na ciência e na eficácia da vacina”, disse o senador.
O documentário foi dirigido pela cineasta Dandara Ferreira e tem imagens inéditas dos bastidores da CPI que aconteceu de abril a outubro de 2021, além de englobar episódios marcantes de políticos, incluindo quando o então presidente, Jair Bolsonaro, diz que não é coveiro e imita, em tom de deboche, uma pessoa com falta de ar.
O filme é um retrato da omissão do governo Bolsonaro diante da crise sanitária que matou mais de 700 mil pessoas no país, e traz o escândalo de corrupção envolvendo o processo bilionário para a compra de vacina.
“É importante que todos vejam e tiram suas dúvidas para que essas coisas não voltem a acontecer nunca mais no Brasil”, disse o senador Renan Calheiros.
Cineasta Dandara Ferreira
Em entrevista ao veículo de comunicação Poder 360, Dandara falou sobre a iniciativa de gravar os bastidores da Comissão.
“A decisão de filmar veio antes da CPI. Ela nasceu da indignação. Eu estava acompanhando o avanço da pandemia, o crescimento do número de mortes e a sensação de abandono que tomava conta do país. Como cineasta, minha forma de reagir ao mundo é através da câmera. Quando a CPI começou, percebi que algo muito importante estava acontecendo. Pela 1ª vez, o país parecia olhar para si mesmo e perguntar: como chegamos até aqui? Fui a Brasília sozinha com uma câmera na mão e sem saber que filme seria esse. A história estava sendo construída ao mesmo tempo que filmava”, disse a cineasta.
Fonte: Assessoria