POLÍTICA

Aprovação de Lula permanece estável em 47,6%, aponta pesquisa

Levantamento Atlas/Bloomberg mostra 51,2% de desaprovação e avaliação negativa do governo em diferentes segmentos.

Por Estadao Conteudo Publicado em 29/07/2026 às 07:38
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Ricardo Stuckert/PR

A pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira, 29, aponta estabilidade na aprovação do presidente da República e pré-candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com o levantamento, 47,6% dos entrevistados aprovam o desempenho do petista, enquanto 51,2% o desaprovam. Outros 1,2% não souberam responder.

Na comparação com a rodada anterior, a aprovação oscilou de 46% para 47,6% , enquanto a desaprovação passou de 52% para 51,2% . Apesar da redução, o percentual de participantes que desaprovaram Lula segue 3,6 pontos acima do grupo que aprova sua atuação.

O instituto reuniu 5.021 candidatos entre os dias 22 e 27 de julho por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95% . O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08602/2026 .

A avaliação do governo também permanece predominantemente negativa. Na comparação com a rodada anterior, a avaliação ótima ou boa do governo caiu de 40% para 37,9% , enquanto a ruim ou péssima oscilou de 48% para 49,3% . A parcela dos que compartilham a gestão regular passou de 12% para 12,7% .

Ao Broadcast Político, o chefe de Análise Política da AtlasIntel, Yuri Sanches, explicou que a aprovação de Lula oscilou positivamente, enquanto a avaliação ótima ou boa do governo retrocedeu. Segundo ele, parte dos entrevistados aprova o presidente com ressalvas e, por isso, classifica a gestão como regular quando oferece mais opções de resposta.

"Há pessoas que mantêm certo ceticismo ao avaliar o governo e o consideram regular em uma pergunta com mais alternativas. Já em uma questão binária, a orientação positiva pesa mais e leva esses entrevistados a optar pela aprovação, e não pela desaprovação", afirmou.

A percepção sobre o governo também varia de forma significativa entre os diferentes segmentos do eleitorado. A avaliação ruim ou péssima chega a 56,2% entre os homens, ante 43% entre as mulheres. Entre os participantes com idade de 25 a 34 anos , a taxa é de 61,8% , enquanto cai para 36,8% entre aqueles com 60 anos ou mais . Nesse último grupo, 54,2% avaliaram a administração como ótima ou boa.

Por região, o Nordeste é o único local em que a avaliação positiva supera a negativa: 60,6% compartilham o governo ótimo ou bom, e 30,4% , ruim ou péssimo. No Sul, por outro lado, 67,7% classificam a gestão de qualidades, ante 21,4% que fazem uma avaliação positiva. A avaliação ruim ou péssima também predomina no Norte, com 61,4% ; no Centro-Oeste, com 56,7% ; e no Sudeste, com 51,2% .

Entre os evangélicos, 73,7% consideram o governo ruim ou péssimo, enquanto 20,2% o avaliam como ótimo ou bom. Entre os católicos, a percepção negativa atinge 47,1% , e a positiva, 42,6% .

Medo e preocupação

O levantamento ainda conto com a seguinte pergunta: "Pensando no futuro do País no contexto das eleições presidenciais deste ano, quais os seguintes resultados possíveis te causa mais medo ou preocupação?" Para 46,6% , a maior preocupação é a eleição de Flávio Bolsonaro, enquanto que para 44,6% é a reeleição de Lula. Outros 8,7% afirmaram que ambos os resultados os preocupam igualmente, e 0,2% não descobriram.