POLÍTICA

Zema defende boas práticas no setor público durante convenção

Candidato à Presidência pelo Novo critica adversários e destaca sua experiência em gestão pública.

Por Estadao Conteudo Publicado em 27/07/2026 às 12:53
Romeu Zema Reprodução / Instagram

O ex-governador e candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema , afirmou nesta segunda-feira, 27, que possui mais credenciais ao Palácio do Planalto do que seus concorrentes. Segundo ele, o 'Brasil carece de bons exemplos' e de um presidente sem o 'rabo preso'.

'Considero-me com todas as credenciais, modéstia à parte, mais do que os meus concorrentes', declarou em entrevista a jornalistas após a convenção do Novo que oficializou o seu nome à Presidência.

Sem citar nomes, o presidente disse que 'nenhum outro candidato conhece o Brasil real' e reiterou o discurso de que, durante sua gestão em Minas, houve economia de gastos públicos: 'Sei o que é enfrentar a burocracia do Estado, pagar impostos no Brasil e enfrentar máquina que só cria dificuldades. Nunca fui recebedor de impostos. Fui só pagador. Mesmo como governador, fui voluntário', falou.

Durante o evento, Zema foi retratado como um outsider da política. O senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou que o ex-governador 'não é político profissional' e tem experiência de gestão no setor privado para sua carreira pública. Já Deltan Dallagnol , que disputará o Senado pelo Paraná, repetiu a estratégia do partido de criticar 'os intocáveis', ou seja, autoridades brasileiras com benefícios, descrevendo Zema como 'alguém que vem de fora' e 'um homem comum'.

Críticas ao STF e Gilmar Mendes: 'farra dos intocáveis'

Durante a convenção, Romeu Zema reforçou o discurso anticorrupção e de crítica às autoridades.

'Estou na porta do galinheiro com espingarda, nenhuma raposa sequer se moveu. E o Brasil precisa de um presidente com esse perfil', declarou os jornalistas após o evento realizado em Brasília.

Zema disse haver ‘aberrações que aconteceram no Supremo Tribunal Federal’ e repetiu que quer ‘acabar com a farra dos intocáveis’, referindo-se às autoridades em Brasília.

'Nenhum outro pré-candidato tem criticado tanto essa farra quanto eu, inclusive estou respondendo com muito orgulho um processo do excelentíssimo senhor ministro Gilmar Mendes. Quero frisar aqui, quem andou no jatinho do banqueiro bandido foi ele e os colegas dele, não fui eu', falou.

Zema afirmou não ter rabo preso com empresários ou políticos e criticou os presidentes passados. 'Precisamos de um presidente que não tenha o rabo preso, porque todos tiveram. Tinha filho envolvido, tinha parente envolvido, tinha gente do partido envolvido e cederam a pressão para poder acobertar os erros, os crimes. Não vou ter esse problema', contínuo.

Adversários em Minas

Em coletiva, após o evento, o ex-governador de Minas Gerais afirmou que o PT enfrentou dificuldades no Estado porque ninguém 'quer carregar esse ônibus'. Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentou usar o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) como ‘boi de piranha’.

'Lula, nos últimos meses, ficou procurando um boi de piranha para ser candidato do PT lá em Minas. Rodrigo Pacheco tirou o corpo fora. Depois foi a prefeita de Contagem (Marília Campos). E ele lançou à força, agora, o Patrus (Ananias), para poder ser candidato, pelo menos, para falar o que está disputando. Todo mundo fugindo de carregar esse ônibus', declarou.

Zema disse também que o Novo não é uma 'partidão', mas que continuará falando com uma parte da população: 'O Novo nunca vai ser uma partidão, aquele partido que tem aqui 80 deputados, mas um partido de nicho, aquele partido cirúrgico que faz a diferença, aquele partido que tem marca, que tem identidade', falou.