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Rui Palmeira diz que Rodrigo Cunha recebeu "uma bomba-relógio" nas finanças da Prefeitura de Maceió

Vereador afirma que nova gestão enfrenta dívidas milionárias, questiona destino do aumento das receitas e cobra explicações sobre a situação financeira do município

Por Redação Publicado em 20/07/2026 às 10:07
Rui Palmeira em entrevista a Jovem Pan/Maceió

Em entrevista concedida à Rádio Jovem Pan News Maceió, na manhã desta segunda-feira (20), o vereador Rui Palmeira (PSD) fez duras críticas à situação financeira deixada pela gestão do ex-prefeito JHC e afirmou que o atual prefeito, Rodrigo Cunha (Podemos), assumiu a administração municipal com uma "bomba-relógio" nas mãos.

Durante a entrevista, Rui disse que esperava que a administração anterior tivesse deixado recursos suficientes para garantir a estabilidade financeira do município pelo menos até o período eleitoral.

"Eu imaginava que ele fosse deixar pelo menos o dinheiro para o Rodrigo Cunha chegar até outubro, até o período eleitoral. Não sei se foi uma coisa deliberada, mas o Rodrigo Cunha recebeu uma bomba-relógio", declarou

O vereador citou como exemplo os débitos acumulados na área da limpeza urbana. Segundo ele, apenas uma das empresas prestadoras de serviço teria cerca de R$ 45 milhões a receber, enquanto outra empresa também possuiria valores de grande monta.

"Se ele recebe somente na limpeza urbana um débito de uma empresa de R$ 45 milhões, tem outra empresa que deve ter um valor semelhante. Então a gente imagina que a situação é caótica das finanças do município."

Rui Palmeira também chamou atenção para o crescimento da arrecadação municipal nos últimos anos. Segundo ele, entre 2021 e 2026 houve aumento significativo das receitas próprias, dos repasses do Fundeb e da chegada de recursos oriundos de emendas parlamentares.

Na entrevista, o vereador lembrou que Maceió apareceu recentemente entre os municípios brasileiros que mais receberam recursos por meio das chamadas emendas Pix.

"Em um período de crescimento econômico, de 2021 para cá, as receitas aumentaram. O dinheiro da Educação, através do Fundeb, aumentou consideravelmente, assim como as emendas apresentadas por deputados e senadores."

Ele mencionou reportagem publicada na imprensa nacional sobre o volume de recursos destinados ao município e afirmou que parte significativa dessas verbas teria sido utilizada para custeio da saúde.

"Maceió saiu na lista entre as cidades que mais receberam emendas Pix. Foram quase R$ 150 milhões. A reportagem informa que a maior parte desse recurso foi destinada ao custeio da saúde. Isso possivelmente ajudou a bancar a folha e os servidores da área."

Ao final, Rui questionou como a Prefeitura enfrentará os próximos meses diante do cenário financeiro descrito por ele e cobrou esclarecimentos sobre a utilização dos recursos recebidos nos últimos anos.

"O que vai ser de março em diante sem esse dinheiro este ano? A gente fica se questionando realmente o que fizeram com tanto dinheiro e como é possível que hoje falte dinheiro para a base."

As declarações do vereador ampliam o debate sobre a situação fiscal da Prefeitura de Maceió no início da gestão de Rodrigo Cunha. Até o momento, a administração municipal não havia se manifestado sobre as afirmações feitas durante a entrevista. A reportagem permanece aberta para receber eventual posicionamento da Prefeitura de Maceió e dos citados.