SILENCIAMENTO

Federação de JHC amplia série de ações e Rui Palmeira vira novo alvo no Caso Master

Vereador afirma que foi acionado após compartilhar reportagem de O Globo

Publicado em 15/07/2026 às 08:49
Rui Palmeira foi silenciado pela Justiça no Caso Master em ação da Federação de JHC

A estratégia judicial adotada pela Federação do ex-prefeito de Maceió, JHC, em torno do Caso Master ganhou um novo capítulo. O mais recente alvo é o vereador e pré-candidato a deputado federal Rui Palmeira (PSD), segundo levantamento citado nos bastidores políticos.

Extraoficialmente, a Federação PSDB-Cidadania já teria ajuizado 115 processos na Justiça Eleitoral entre abril e julho deste ano. As ações atingem jornalistas, influenciadores, veículos de comunicação e, agora, um adversário político que passou a tratar publicamente do Caso Master.

A nova ação ocorreu após Rui compartilhar em suas redes sociais uma reportagem publicada pelo jornal O Globo, que aborda as investigações relacionadas ao Banco Master e cita JHC entre os políticos mencionados.

Em pronunciamento, Rui afirmou que o caso chegou a Maceió porque JHC teria, “no mínimo, autorizado o aporte de R$ 117 milhões” do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev). O vereador também criticou o volume de ações judiciais contra jornalistas, influenciadores e veículos de comunicação que cobram esclarecimentos sobre o investimento.

Ao final do discurso, Rui questionou se também será proposta uma ação contra O Globo, responsável pela reportagem compartilhada por ele.

Horas depois, o vereador publicou uma nota nas redes sociais afirmando que JHC estaria tentando “calar quem fala do escândalo do Banco Master em Maceió”. Segundo Rui, sempre que o tema é abordado surgem novas ações judiciais. Ele acrescentou que continuará tratando do assunto por entender que fiscalizar a aplicação do dinheiro público é dever do mandato parlamentar.

O episódio amplia um debate que já vinha ocorrendo nos bastidores da política alagoana sobre o alcance da estratégia judicial adotada por JHC. O levantamento citado por diferentes atores políticos indica que a maior parte das ações foi direcionada a jornalistas, influenciadores, veículos de comunicação e agentes políticos locais que passaram a abordar o Caso Master.

A diferença entre a reação às publicações locais e às reportagens produzidas por veículos nacionais passou a ser utilizada por adversários políticos para questionar os critérios adotados nas ações judiciais. Já aliados de JHC sustentam que recorrer ao Judiciário é um direito de qualquer cidadão quando entende que houve divulgação de conteúdo ofensivo ou irregular.

Enquanto o mérito dessas ações aguarda decisão da Justiça, a judicialização do Caso Master passou a ocupar espaço central no debate político em Alagoas. O tema, inicialmente restrito ao investimento de R$ 117 milhões do Iprev Maceió no Banco Master, passou a envolver uma série de processos contra jornalistas, influenciadores, veículos de comunicação e adversários políticos, ampliando a discussão sobre os limites entre o direito de ação, a liberdade de imprensa e a fiscalização dos atos da administração pública.