Aprovação de crédito de US$ 500 milhões para infraestrutura e energia
Comissão de Assuntos Econômicos aprova empréstimo ao NDB para projetos no Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (7) autorização para o Brasil contratar empréstimo de até US$ 500 milhões no New Development Bank (NDB, conhecido como Banco do Brics). O crédito é destinado a ações estratégicas de expansão de infraestrutura, inovação tecnológica, transição energética e fortalecimento das atividades produtivas especialmente no Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Os recursos (equivalentes a cerca de R$ 2,58 bilhões ) devem ser usados pelo Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional para fazer transportes nos Fundos de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Centro-Oeste (FDCO) e do Nordeste (FDNE), que financiam projetos nessas áreas. O valor será desembolsado ao longo de cinco anos , e o prazo para amortização é de 20 anos .
O pedido de autorização da operação conduzido ao Senado pela Presidência da República (MSF 11/2026) foi relatado pelo senador Renan Filho (MDB-AL) e segue ao Plenário com exigência de votação em regime de urgência.
Novo PAC
O relator explicou que a iniciativa está alinhada ao Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), contemplando investimentos direcionados à transição e segurança energética, incluindo projetos de hibridização de soluções fósseis, implantação de biorrefinarias e hubs de hidrogênio de baixo carbono (H2V).
Além disso, ainda vai possibilitar avanços em unidades de captura e armazenamento de carbono e plantas de etanol de milho, bem como uma área de transporte eficiente e sustentável, com destaque para a implantação de terminais associados às Ferrovias Transnordestina, de Integração Centro-Oeste (Fico) e de Integração Oeste-Leste (Fiol).
Em relação à Transnordestina, segundo o relator, o crédito garantirá acesso logístico à via, previsto para entrar na operação iniciada de 2027 . Inserida no Novo PAC sob a forma progressiva do Ministério dos Transportes, a ferrovia é considerada a maior obra de infraestrutura linear em execução no país e tem cerca de 75% concluída.
— De acordo com informações do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, os recursos atuais do FDNE estão garantindo apenas a construção da ferrovia, tornando obrigatória a presente operação com o NDB para financiamento das infraestruturas relacionadas à iniciativa, com destaque para os terminais ferroviários, para garantir que os agentes econômicos possam acessar este novo modal — explicou o relator.
Renan Filho ainda destacou que os fundos de desenvolvimento vêm contribuindo com papel estratégico na estruturação e no financiamento de empreendimentos de impacto econômico e social. Ele defendeu a diversificação e ampliação das fontes de recursos desses fundos para “acelerar a implementação de projetos transformadores, capazes de fortalecer a infraestrutura, ampliar a resiliência econômica e promover o desenvolvimento sustentável das regiões beneficiadas”.