SAÚDE

Câmara aprova manutenção de diretrizes para mamografias no SUS

O projeto segue para análise na Câmara dos Deputados.

Por Câmara dos Deputados Publicado em 07/07/2026 às 11:09
Câmara dos Deputados discute diretrizes para mamografias no SUS. Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que mantém as diretrizes do Ministério da Saúde para a realização de mamografias no Sistema Único de Saúde (SUS).

O texto prevê que os critérios para o rastreamento do câncer de mama deverão considerar evidências científicas e as necessidades de saúde da população.

Mudanças no projeto original
O texto aprovado é um substitutivo da relatora, deputada Ana Paula Lima (PT-SC), ao Projeto de Lei 5116/25, da deputada Silvia Cristina (PP-RO).

A versão original garante a mamografia a todas as mulheres, independentemente da idade, quando houvesse indicação médica, e estabelecia prazo máximo de 30 dias para a realização do exame.

A versão da relatora retirou essas específicas e passou a adotar as diretrizes técnicas que orientam a política pública.

Ana Paula Lima afirmou que o acesso à mamografia deve permanecer orientado por critérios técnicos e por evidências científicas. Segundo ela, a proposta original "não inova quanto à possibilidade de realização do exame, mas altera a lógica de sua operacionalização".

Ela também afirmou que o texto "enfraquece o papel das diretrizes técnicas que orientam a política pública com base em evidências científicas".

Como é hoje
A proposta altera a lei que garante a realização de exames para prevenção, detecção e tratamento de câncer de colo de útero e de mama pelo SUS.

Desde dezembro de 2025, as mulheres a partir dos 40 anos têm direito à mamografia no SUS, observadas conforme diretrizes do Ministério da Saúde ( Lei 15.284/25 ).

Planos de saúde
O substitutivo também altera a Lei dos Planos de Saúde para determinar que os planos garantam a cobertura da mamografia, observadas as normas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e as diretrizes vigentes ao setor.

Próximos passos
A proposta tramita em caráter conclusivo e será comprovada agora pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e, em seguida, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para mudar a lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.