Alfredo Gaspar diz que sanções dos EUA reforçam alertas feitos na CPMI do INSS sobre possíveis conexões com o crime organizado
O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) usou suas redes sociais nesta quarta-feira (01) para reforçar o alerta feito por ele, durante a CPMI do INSS sobre possíveis conexões entre entidades, empresas e pessoas investigadas pela Comissão e o crime organizado. A manifestação ocorreu após o anúncio de sanções do governo dos Estados Unidos contra empresas e cidadãos brasileiros por suposta ligação com um esquema de lavagem de dinheiro do PCC, destacando que parte dessas conexões já havia sido apontada no relatório final apresentado pelo parlamentar.
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou sanções contra dois cidadãos brasileiros e três empresas brasileiras por supostos vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Entre os alvos estão Victor Henrique de Oliveira Shimada, Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, além das empresas Victory Trading, Wave e Pixwave. Segundo as autoridades americanas, Shimada teria atuado na lavagem de recursos ilícitos ligados à facção criminosa.
“Precisou o Estado americano intervir em investigações para sancionar essas empresas e cidadãos brasileiros. Isso é muito grave. O PCC é uma organização criminosa reconhecida mundialmente. Sabe onde essas conexões estão citadas? No meu relatório da CPMI do INSS. Victor Henrique de Oliveira Shimada, que já foi preso por lavagem de dinheiro, está no relatório. A Pixwave e a Victory Trading fazem parte dessa conexão. Tudo isso está descrito no nosso relatório”, afirmou Alfredo Gaspar.
O parlamentar também criticou a decisão de integrantes da base governista, do PT e da esquerda que, segundo ele, foram contrários à prorrogação da CPMI do INSS e ao aprofundamento das investigações. “Quem impediu a continuidade das investigações e foi contra a prorrogação da CPMI do INSS? Quem foi contra o relatório? O PT, a esquerda e a base do governo Lula. O Brasil precisa enfrentar o crime organizado sem proteção política”, declarou.
Segundo Alfredo Gaspar, é urgente que as investigações iniciadas pela CPMI do INSS tenham continuidade e sejam aprofundadas.
“A cada novo desdobramento, fica mais evidente a importância da CPMI do INSS e das investigações que foram interrompidas. Eu alertei diversas vezes, durante os trabalhos da Comissão, sobre a relação dos envolvidos nas fraudes da Previdência Social com o crime organizado. Mesmo assim, houve resistência à prorrogação dos nossos trabalhos e ao avanço das apurações. A sociedade brasileira precisa de respostas”, completou.