Lula defende desempenho econômico e diz que voltará a disputar eleição
Na 68ª Cúpula do Mercosul, presidente criticou o governo de Jair Bolsonaro e afirmou que o bloco será prioridade do Brasil.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) levou à 68ª Cúpula do Mercosul um discurso semelhante ao adotado em eventos institucionais. Depois da fala preparada por sua assessoria, ele criticou o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e disse, diante de chefes de Estado da América do Sul, que será candidato em outubro para, segundo afirmou, manter a democracia no País.
"Pela maior política de inclusão social já feita na história do Brasil, eu, aos 80 anos, com a vitalidade de um jovem de 20, vou concorrer às eleições para poder garantir que o Brasil mantenha-se como país democrático, porque não é possível a gente imaginar irresponsáveis governando um país de 215 milhões de habitantes", declarou.
Ao defender sua gestão, Lula citou temas recorrentes em seus discursos, como inflação acumulada e desemprego em queda, crescimento da massa salarial e avanço do PIB. Para criticar o governo Bolsonaro, mencionou a paralisação de obras e a extinção de ministérios de cunho social.
"Era um país de terra arrasada. O país está recuperado. Vive o seu melhor momento econômico e de crescimento nesse período em que o mundo está vivendo em crise. Por essas razões, eu vou concorrer às eleições mais uma vez", disse o presidente.
Lula também criticou a falta de solidez do Mercosul, ao afirmar que presidentes podem paralisar ações regionais. Segundo ele, o bloco será uma prioridade do Brasil, independentemente de quem seja eleito para governar o país em outubro.
No discurso, o presidente ainda afirmou que o Brasil sonha em se tornar um país desenvolvido, mas disse que agentes externos nunca permitem o crescimento econômico brasileiro.