ELEIÇÕES EM MINAS

PT adia definição sobre nome de Marília Campos ao governo de Minas

Edinho Silva se reuniu com a ex-prefeita de Contagem a pedido de Lula, mas ela segue resistente a deixar a disputa pelo Senado.

Por Estadao Conteudo Publicado em 28/06/2026 às 18:20
Edinho Silva Reprodução / Instagram

A reunião entre o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e a ex-prefeita de Contagem (MG) Marília Campos terminou sem acordo sobre uma possível candidatura dela ao governo de Minas Gerais pelo partido.

Edinho viajou ao Estado a pedido do presidente Lula com a missão de convencer Marília a desistir da candidatura ao Senado, na qual aparece bem posicionada nas pesquisas, e entrar na disputa pelo Palácio Tiradentes. A ex-prefeita, porém, permanece resistente à ideia.

De acordo com aliados de Marília, o encontro foi considerado “longo”, “amigável” e “respeitoso”. A reunião também contou com a presença da presidente estadual do PT, a deputada estadual Leninha (MG). Apesar da ausência de uma definição, ficou acertado entre os três que a decisão sobre a candidatura será tomada na próxima semana.

Em nota, a presidente do PT em Minas Gerais confirmou que nenhuma decisão foi tomada. “Seguiremos em diálogo com nossa direção e lideranças estaduais e nacional. Novos diálogos ocorrerão nos próximos dias”, escreveu.

Bancada do PT decidiu por candidatura própria na semana passada

Na última quarta-feira, 24, a bancada do PT se reuniu com o presidente Lula em Brasília e decidiu defender candidatura própria ao governo de Minas Gerais.

O desejo inicial de Lula era lançar o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Durante meses, o petista trabalhou para convencer o aliado a entrar na disputa, mas Pacheco resistiu às investidas e acabou recusando a candidatura.

A negativa levou Lula a recalcular a estratégia no Estado, considerado um dos mais importantes para a eleição presidencial. Desde a República Velha, todos os candidatos que venceram a disputa em Minas Gerais também triunfaram no pleito nacional.

Antes de avalizar uma candidatura própria, Lula chegou a considerar apoio a outros nomes, como o do ex-vereador Gabriel Azevedo (MDB), pré-candidato do partido ao Palácio Tiradentes. A possibilidade, no entanto, enfrentou resistência no PT mineiro por causa do histórico do emedebista.

Azevedo iniciou a militância política no PSDB, quando os tucanos tinham Aécio Neves (PSDB) como principal liderança em Minas Gerais, e foi favorável ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Também houve tentativa de reaproximação com o ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT), mas as conversas não avançaram.