INVESTIGAÇÃO

Marinho diz que caberia a Lula decidir sobre permanência de Jaques Wagner na liderança

Ministro afirmou que, em avaliação pessoal, consideraria justificável uma substituição temporária enquanto a PF apura suspeitas ligadas ao Banco Master

Por Estadao Conteudo Publicado em 24/06/2026 às 13:02
Luiz Marinho, ministro do Trabalho e Emprego Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho (PT), afirmou nesta quarta-feira, 24, que caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidir sobre a permanência do senador Jaques Wagner (PT-BA) na liderança do governo no Senado.

A declaração foi dada ao comentar as suspeitas apuradas pela Polícia Federal (PF) envolvendo a relação de Wagner com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, no âmbito das investigações relacionadas ao Banco Master.

Marinho, que é companheiro de partido de Jaques Wagner há décadas, disse respeitar a atuação do senador na articulação política do governo no Congresso. Ainda assim, afirmou que, em sua avaliação pessoal, seria compreensível uma substituição temporária no cargo.

"Às vezes, a pessoa tem que deixar a sua posição para se defender. De repente, se justifica deixar a liderança e o presidente nomear outra liderança. É o que eu faria. Estou falando uma avaliação pessoal. Quem decide é o presidente Lula", declarou a jornalistas.

A fala ocorreu durante evento de anúncio da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) - Mensal, na sede do Ministério do Trabalho e Emprego, em Brasília (DF).

O ministro também afirmou que telefonou para Jaques Wagner após a operação da PF para manifestar solidariedade e evitar julgamento antecipado.

"Liguei para o Jaques um dia posterior à operação para prestar a minha solidariedade, porque eu sei que ele sofreu uma devastação em 2018 e comprovou-se sua inocência. Eu torço para que, de fato, não tenha absolutamente nada em relação a ele no caso Master", disse Marinho.