DEPOIMENTO À PCDF

Bolsonaro nega intenção de violar lei em caso de arma apreendida

Ex-presidente prestou depoimento em casa; defesa diz que pistola era registrada e aguarda arquivamento do inquérito

Por Agência Brasil Publicado em 24/06/2026 às 11:18
Bolsonaro prestou depoimento à PCDF sobre arma apreendida em blitz no DF

O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou, em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal, que não teve intenção de descumprir a lei no episódio envolvendo uma arma de fogo apreendida em uma blitz com um de seus seguranças.

O depoimento foi colhido na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. Segundo o advogado Paulo Cunha Bueno, que acompanhou o ato, o ex-presidente confirmou ter pedido ajuda ao militar para consertar a arma após constatar que ela não funcionava.

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Em publicação nas redes sociais, Bueno afirmou que “em momento algum houve intuito de descumprir qualquer determinação legal” e classificou o episódio como “criminalmente acromático”, ou seja, sem relevância penal.

A defesa de Bolsonaro disse ainda que o ex-presidente já havia esclarecido todas as questões apresentadas por escrito ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na semana passada.

O advogado reiterou que a arma é de propriedade de Bolsonaro, estava devidamente registrada e, como não houve determinação de cancelamento do registro da pistola, “deveria, de fato, estar em seu endereço”.

“Aguardamos que o inquérito, em trâmite na Polícia Civil do Distrito Federal, seja, em breve, arquivado”, conclui a publicação.

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Apreensão

A arma foi apreendida em 15 de junho, quando um automóvel foi parado em um ponto de bloqueio em Taguatinga, região administrativa do DF.

Durante a blitz, também foi localizado um carregador sobressalente da pistola, modelo Glock 9mm. O motorista foi conduzido até uma delegacia, onde afirmou que a arma lhe foi entregue em razão de uma pane.

Ao intimar a defesa a prestar esclarecimentos, o ministro Alexandre de Moraes questionou “por que às vésperas do encerramento do período de 90 dias concedidos a título de prisão domiciliar humanitária, o condenado solicitou a realização de um reparo no armamento”.

Moraes deve decidir nesta quinta-feira (25) se a prisão domiciliar será mantida.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo da trama golpista e cumpre prisão domiciliar temporária desde o dia 27 de março deste ano.