Gastos públicos têm pior avaliação no governo Lula, aponta Ipsos-Ipec
Levantamento indica estabilidade geral na percepção sobre áreas do governo federal e foi realizado em 130 municípios do País
Pesquisa Ipsos-Ipec divulgada nesta terça-feira (23) aponta um cenário geral de estabilidade na avaliação da atuação do governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em diferentes áreas. O levantamento foi realizado entre os dias 13 e 17 de junho de 2026, com duas mil pessoas.
Segundo a diretora do instituto, Márcia Cavallari, os dados indicam uma recuperação discreta na imagem do governo em áreas importantes, “mas os altos patamares de reprovação mostram que a população ainda aguarda resultados mais concretos, especialmente na economia e nos gastos públicos”.
De acordo com a pesquisa, controle e corte de gastos públicos seguem como os principais desafios do governo, com os piores índices de avaliação e sem sinais de melhora significativa. No combate à inflação, a aprovação do desempenho do governo permanece em 23%, enquanto a reprovação oscilou de 50% para 49%.
A atuação do governo no controle e corte de gastos públicos aparece como o tema com pior avaliação. Apesar da estabilidade em relação aos resultados de março, a aprovação se manteve em 20%, e a reprovação ficou em 51%.
No combate ao desemprego, a percepção positiva sobre a atuação do governo passou de 31% para 32%. A avaliação regular subiu de 23% para 26%, enquanto a negativa variou de 43% para 40%.
Na política externa e na relação do governo com outros países, a avaliação ruim ou péssima retornou ao patamar de dezembro, quando registrava 39%. Em março, o índice era de 43%. A avaliação ótima ou boa passou de 27% para 28%, e a regular cresceu de 21% para 26%.
A Educação segue como a área mais bem avaliada do governo, mesmo com oscilação negativa de 36% em março para 35% em junho. A reprovação permaneceu estável em 38%.
No combate à fome e à pobreza, houve oscilação negativa na avaliação ótima ou boa, que passou de 35% para 33%, interrompendo a tendência de crescimento registrada desde dezembro de 2025. A avaliação ruim ou péssima permaneceu em 41%, enquanto a regular passou de 22% para 24%.
A atuação do governo federal na área do meio ambiente também se manteve estável. A aprovação variou de 28% para 29%, enquanto a reprovação oscilou de 39% para 37% entre março e junho. A avaliação regular passou de 27% para 29% no mesmo período.
Na segurança pública, a avaliação positiva variou de 25% para 26%, a regular foi de 23% para 25%, e a negativa passou de 49% para 47%.
Na saúde, o desempenho do governo não apresentou alteração estatisticamente relevante em relação ao levantamento anterior, segundo a Ipsos-Ipec. A avaliação negativa oscilou de 46% para 43%. Os que aprovam a atuação do governo na área passaram de 28% para 29%, e os que consideram o desempenho regular foram de 24% para 26%.
A pesquisa foi realizada de forma presencial com dois mil eleitores em 130 municípios do País. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.