OPERAÇÃO COMPLIANCE ZERO

PF faz buscas contra Jaques Wagner em investigação sobre o Banco Master

Nona fase da operação apura suspeitas de fraudes envolvendo o banco, o PT da Bahia e vínculos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro

Por Estadao Conteudo Publicado em 18/06/2026 às 07:40
Jaques Wagner Jefferson Rudy/Agência Senado

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 18, a nona fase da Operação Compliance Zero , tendo como principal alvo de busca e apreensão o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo Lula no Senado.

A investigação apura fraudes envolvendo o Banco Master e o PT da Bahia, além dos vínculos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e da suposta participação do parlamentar no esquema.

O Estadão informou o pedido de manifestação de Jaques Wagner sobre a operação. O espaço está aberto.

Além dos endereços de Wagner, o pesquisador atendeu buscas em empresas e residências de Augusto Lima na Bahia, em São Paulo e em Brasília. Lima é ex-sócio de Vorcaro e foi responsável pela implementação no governo da Bahia, quando Wagner era governador, um sistema de crédito consignado para servidores públicos que depois foi transferido para o Banco Master. A Credcesta constituiu o principal ativo financeiro do banco.

A defesa de Augusto Lima ainda não se manifestou.

Ao todo, são cumpridos 18 mandatos de busca e apreensão autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça.

A decisão também estabelece medidas cautelares, entre elas a proibição de contato entre os investigados, a suspensão de passaportes e o uso de monitoramento eletrônico.

Operação mira braço do Master no PT da Bahia

Esta é a primeira fase da operação que tem como alvos políticos aliados do presidente Lula.

O empresário Augusto Lima chegou a ser preso na primeira fase do Compliance Zero, em novembro do ano passado, mas foi solto pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) e não foi alvo de outras fases. A suspeita da PF é de que ele também tenha atuado na operação fraudulenta de venda do Master ao Banco Regional de Brasília (BRB).

Ele é considerado um empresário influente na Bahia, com trânsito entre políticos do PT e também da oposição.

Nas fases anteriores, a PF já havia mirado o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que foi ministro da Casa Civil do ex-presidente Jair Bolsonaro.