ESCLARECIMENTOS AO STF

Defesa confirma que arma apreendida pertencia a Bolsonaro e cita pedido de reparo

Advogados responderam a Alexandre de Moraes após pistola ser encontrada em veículo oficial durante blitz em Brasília

Por Estadao Conteudo Publicado em 17/06/2026 às 19:06
Jair Bolsonaro © AP Photo / Eraldo Peres

A defesa de Jair Bolsonaro (PL) apresentou resposta aos esclarecimentos solicitados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a arma do ex-presidente apreendida em uma blitz de trânsito em Brasília na noite desta segunda-feira, 15.

Os advogados confirmaram que o equipamento pertencia a Bolsonaro. Segundo a defesa, o registro da arma está regular no Sistema de Gerenciamento de Armas do Exército (Sigma). Ainda conforme os advogados, como o ex-presidente está em tratamento com medicamentos que podem "afetar sua cognição", o armamento foi desativado "sem seu conhecimento prévio".

De acordo com a defesa, ao perceber que a arma estava desativada, Bolsonaro pediu ao sargento Estácio Filho que providenciasse reparos no item. Os advogados, no entanto, não esclareceram em quais circunstâncias o ex-presidente constatou o defeito nem os motivos pelos quais manuseou a arma.

"A entrega do armamento teve por única finalidade buscar auxílio na identificação da falha e a realização da necessária manutenção", afirmaram os advogados de Bolsonaro.

Sargento foi parado em blitz

Na noite desta segunda-feira, o sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho conduzia um veículo oficial da Presidência da República quando foi abordado em uma blitz de trânsito em Taguatinga, no norte de Brasília.

Durante a abordagem, um policial percebeu a presença de uma pistola no carro. Segundo o policial, ao notar que a arma havia sido vista, Estácio fechou o vidro de forma "repentina". A pistola foi recolhida, e o militar alegou ter porte autorizado por ser integrante do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Ele também afirmou que a arma estaria registrada em sua funcional.

O policial, porém, verificou que não havia registro do equipamento em nome de servidor. Estácio, então, admitiu que a pistola pertencia a Jair Bolsonaro. De acordo com o sargento, a arma havia sido entregue a ele horas antes para reparo no percussor.

O GSI negou a versão do militar e informou que Estácio Filho não integra o quadro de servidores da instituição. Segundo o material original, o segundo-sargento faz parte de uma equipe de assessores que acompanham o ex-presidente após o mandato presidencial. Esses assessores são treinados pelo GSI, mas não integram o gabinete.