CAS aprova programa para detectar e tratar adenomiose
Projeto prevê ações de pesquisa, critérios de diagnóstico, capacitação de profissionais e monitoramento da doença
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou nesta quarta-feira (17) o projeto que cria o Programa de Detecção Precoce e Tratamento da Adenomiose . A proposta tem como objetivo proteger mulheres da doença ginecológica caracterizada pela presença de tecido endometrial na musculatura do útero.
O texto segue agora para análise do Plenário em regime de urgência.
O PL 406/2024 prevê medidas como parcerias para pesquisa, padronização de critérios de diagnóstico, treinamento de profissionais de saúde e realização de eventos. O poder público também deverá monitorar a doença por meio de registros de ocorrências.
Segundo a relatora, a senadora Roberta Acioly (Republicanos-RR), a adenomiose pode provocar inflamação local e dores incapacitantes.
— Com frequência [a adenomiose] está associada a dor, sangramento uterino anormal e menstruação prolongada. A detecção precoce permite investigar antes que [a doença] evolua para anemia, automedicação e uso recorrente de serviços de urgência.
Roberta Acioly manteve o texto da deputada Clarissa Tércio (PP-PE).
O senador Dr. Hiran (PP-RR) afirmou que a detecção precoce é feita por meio de ultrassom e ressonância magnética. Segundo ele, esses exames têm difícil acesso em postos e unidades básicas de saúde.
— Que possamos trabalhar juntos ao SUS para que ele facilite o acesso às mulheres que têm essa patologia, que impacta muito na sua vida sexual e na vida reprodutiva.