ELEIÇÕES 2026

Edinho afirma que Lula terá Azevêdo e Veneziano como nomes ao Senado na Paraíba

Presidente nacional do PT deixou Nabor Wanderley, pai de Hugo Motta, fora da lista de candidatos apoiados pelo presidente no estado

Por Estadao Conteudo Publicado em 16/06/2026 às 17:23
Edinho Silva Reprodução / Instagram

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta terça-feira, 16, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá dois candidatos ao Senado na Paraíba: o ex-governador João Azevêdo (PSB) e o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB).

A declaração deixa fora da lista o prefeito de Patos, Nabor Wanderley, pai do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos).

Edinho participou de um almoço organizado por quatro frentes parlamentares: Brasil Competitivo, Empreendedorismo, Tecnologia e Atividades Nucleares e Defesa da Propriedade Intelectual e Combate à Pirataria.

Questionado sobre o vídeo gravado por Lula ao lado de Veneziano, o dirigente petista citou também a gravação do presidente em apoio a João Campos (PSB) na disputa pelo governo de Pernambuco e afirmou que esse tipo de manifestação é natural.

“O presidente Lula sempre foi muito correto ao anunciar que, na Paraíba, ele tinha dois candidatos ao Senado, o João Azevêdo e o Veneziano. Então, isso nunca foi omitido”, disse.

Segundo Edinho, a posição de Lula não significa falta de respeito a Nabor Wanderley. “Não significa que ele não respeite o Nabor, que ele não terá uma relação de cordialidade com o Nabor, que ele não possa debater o futuro com o Nabor. Mas, nesse momento, ele tem que reconhecer o papel que o Veneziano cumpriu no Senado para o seu governo e ele tem que reconhecer as relações históricas que ele tem com o João Azevedo”, afirmou.

Para o presidente do PT, a movimentação de Lula não deve causar problemas com Hugo Motta, mesmo em um momento de dificuldades do governo no Congresso por causa da relação turbulenta com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Motta tem ajudado a avançar pautas defendidas por Lula, como o fim da escala 6x1.

Na avaliação de Edinho, também é natural que Alcolumbre tenha posições divergentes das do governo neste momento. “Isso é parte da democracia. A gente não pode fazer disso um problema. Segundo, eu penso que as relações que o presidente construiu com o Hugo Motta são relações sólidas, são relações políticas de interesse do país, portanto relações de longo prazo. Não significa ele declarar ou gravar um vídeo com um aliado também histórico que vai estremecer essa relação”, declarou.

Edinho acrescentou que Motta é uma liderança muito jovem. “Eu penso que é a primeira eleição que o Nabor disputa ao Senado na Paraíba, portanto nós temos muito ainda o que construir. Nós temos muito futuro o que visualizar”, completou.

O presidente nacional do PT também foi questionado sobre o apoio de Lula em Pernambuco. Ele afirmou que o presidente já deixou claro que apoiará João Campos no estado, mas ressaltou que isso não significa hostilidade à governadora Raquel Lyra.

“Ele tem um respeito muito grande pela governadora, reconhece a liderança da governadora. Portanto, é uma relação baseada na democracia. Mas o candidato dele no Pernambuco é o João Campos”, afirmou.

Em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, o palanque de Lula segue indefinido. Edinho indicou que uma composição com o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) não está no radar neste momento.

“O Kalil quer construir a candidatura dele ao governo. No momento que ele se coloca como candidato a governador, ele interdita composições, ele interdita outras alianças”, afirmou. Na prática, há um atrito entre Kalil e o PT desde a campanha de 2022.

“Nós respeitamos a posição dele e nós vamos nos encontrar com certeza no segundo turno. Mas, nesse momento, quando ele se lança, ele impede que a gente continue dialogando com o PSB, que a gente continue dialogando com o PCdoB, com a Rede, com o PSOL”, destacou.

Edinho também reiterou a candidatura da ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) ao Senado. Pesquisa recente do PT de Minas, porém, indica que Marília é o nome mais competitivo para disputar o Palácio Tiradentes, depois do senador Cleitinho (Republicanos-MG). O senador tem dito que não será candidato.

Marília não quer concorrer ao governo de Minas. Caso não seja convencida por Lula, o candidato do PT no estado deverá ser o deputado federal Reginaldo Lopes.