ATENTADO NO RN

Vereador é baleado e assessor morre em ataque a tiros em frente a UPA

Cabo Deyvison foi atingido nas pernas em Mossoró; assessor Alyson Dyego de Oliveira Morais não resistiu aos ferimentos

Por Estadao Conteudo Publicado em 16/06/2026 às 15:36
Cabo Deyvison

Um vereador de Mossoró, no Rio Grande do Norte, foi baleado e um assessor dele morreu durante um atentado a tiros em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Alto de São Manoel, na noite de segunda-feira, 15.

O assessor Alyson Dyego de Oliveira Morais, de 37 anos, fazia uma transmissão ao vivo do vereador Cabo Deyvison (PL) quando foi atingido. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. O parlamentar sofreu ferimentos nas pernas.

Os disparos foram feitos por ocupantes de um veículo que passou pelo local por volta das 22h. O carro foi abandonado pelos criminosos, que fugiram em seguida. O vereador e o assessor acompanhavam o atendimento a uma criança na UPA. Pacientes e funcionários não foram atingidos.

Cabo Deyvison recebeu os primeiros socorros na unidade de saúde e depois foi transferido para um hospital. Segundo a assessoria do político, ele está em situação estável e recebendo os cuidados necessários. Durante a internação, o vereador tem gravado vídeos para as redes sociais.

“Infelizmente, um amigo que o acompanhava nas gravações também foi atingido pelos disparos e veio a falecer. Neste momento de dor e preocupação, pedimos orações pela recuperação de Cabo Deyvison e pela família da vítima, que enfrenta uma perda irreparável”, informou a equipe de Deyvison em comunicado.

Em publicação nas redes sociais, o vereador, que trabalhou por 14 anos como policial militar, afirmou ter vivido “um dos momentos mais difíceis” da vida. Ele lamentou a morte do assessor, a quem se referiu como um irmão.

“Não existem palavras capazes de explicar a dor de perder alguém tão próximo, muito menos de consolar uma família que hoje enfrenta uma perda irreparável. Aos familiares de Diego, deixo meu respeito, minha solidariedade e minhas orações”, declarou.

Crime “bárbaro”

O delegado Renato Oliveira, em entrevista à imprensa no local da ocorrência, disse que o ataque contra o vereador e o assessor foi cometido com “arma de guerra”.

“Ato extremamente bárbaro, que infelizmente resultou na morte de um assessor. Um ataque com fuzil, tanto é que foi deixado no local um carregador de fuzil, calibre 5.56, arma de guerra”, afirmou.

De acordo com o delegado, o atentado pode ter relação com a atuação do vereador contra facções criminosas. “Uma tentativa de certa forma de calar a voz do Cabo Deyvison, que vinha denunciando essas facções criminosas”, disse.

Renato Oliveira também destacou o risco de outras pessoas terem sido atingidas. “Poderia ter ocorrido mais vítimas no local, já que estavam sendo atendidas inúmeras pessoas (na UPA). Realmente, uma atitude extremamente violenta”, afirmou.

A Polícia Científica esteve no local. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) acompanha o caso. O Estadão informou que entrou em contato com as polícias Civil e Militar do Rio Grande do Norte para saber se os suspeitos foram identificados ou localizados, mas não obteve retorno até a publicação da reportagem.