Senado destaca irrigação como eixo estratégico para a agricultura brasileira
Sessão especial pelo Dia Nacional da Agricultura Irrigada reuniu senadores e representantes do setor para discutir produtividade, segurança alimentar e sustentabilidade
A contribuição dos produtores e das tecnologias de controle para o desenvolvimento da agricultura brasileira foi destacada nesta segunda-feira (15), em sessão especial no Plenário do Senado. A solenidade marcou o Dia Nacional da Agricultura Irrigada, celebrado anualmente na mesma data.
Durante a sessão, senadores e convidados enfatizaram o papel da transparência na ampliação da produtividade agrícola, no fortalecimento da segurança alimentar, no desenvolvimento regional e na promoção da sustentabilidade no campo.
Autor do requisito para a realização da sessão (RQS 321/2026), o senador Eduardo Gomes (PL-TO) defendeu a importância da agricultura irrigada para o país.
— A supervisão de supervisão tratada com sustentabilidade, com boa engenharia e dando acesso direto às pessoas para que esses recursos sirvam como produção de riqueza é a saída não só para o Tocantins, mas para um Brasil que precisa tratar bem os seus recursos hídricos e fazer com que a força econômica desse resultado financeiro as questões de sustentabilidade, de educação ambiental, de todo um ecossistema que precisa funcionar para a geração de riqueza com qualidade de vida — afirmou.
O secretário nacional de Segurança Hídrica, Giuseppe Serra Seca Vieira, afirmou que a agricultura irrigada deve ser vista como política pública estratégica para o desenvolvimento nacional.
— Poucas agendas possuem a capacidade de conectar simultaneamente segurança hídrica, segurança alimentar, geração de emprego e renda com desenvolvimento regional, com adaptação às mudanças climáticas e com inclusão produtiva — declarou, ao destacar o caráter colaborativo da agricultura irrigada.
Mudanças climáticas
O senador Eduardo Girão (Novo-CE), que presidiu a sessão, disse que os dados também servem para reflexão sobre o futuro da agricultura diante das mudanças climáticas e da ocorrência de eventos climáticos adversos. Segundo ele, a agricultura irrigada é fundamental para a formulação de políticas públicas e para a segurança do abastecimento nacional.
— A agricultura irrigada ocupa posição estratégica nesse contexto. Ela não é apenas um meio de fornecer água às mãos, é um instrumento relevante para a estabilidade econômica, social e produtiva do agronegócio brasileiro — afirmou Girão.
Para o diretor da Rede Nacional de Agricultura Irrigada, Fernando Ruiter, a instabilidade climática crescente, com eventos extremos associados às características do El Niño, ameaça a segurança alimentar da população e a renda dos produtores. Ele afirmou que o investimento em segurança reduz riscos, dá previsibilidade à produção, preserva empregos e garante fluxo de caixa mais estável nas propriedades.
— A transparência traz resiliência para o campo; ela permite que o produtor continue produzindo quando as condições climáticas deixam de colaborar — declarou.
De acordo com Ruiter, a regularidade da produção beneficia toda a sociedade, ao reduzir oscilações na oferta de alimentos e contribuir para a estabilidade econômica das regiões agrícolas.
Potencial de crescimento
O presidente da Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem, Sílvio Carlos Ribeiro Vieira Lima, afirmou que o Brasil tem 10 milhões de hectares irrigados, com potencial para chegar a 55 milhões. Ele defendeu a ampliação dessas áreas de investimentos e tecnologia.
— A gente pode fazer muito mais com a transparência do que temos hoje: contribuir, ter mais eficiência no uso da água, gerar mais emprego e renda. Então, a transparência pode transformar o meio rural do Brasil e já está mudando — sublinhou Sílvio.
David Schmidt Prado, presidente da Comissão Nacional de Irrigação, lembrou que o Brasil era importador de alimentos antes da década de 1970. Ele ressaltou a importância dos investimentos e da tecnologia para a gestão hídrica e a produção de alimentos no país.
— A gente depende de outros países para comer. E desde a revolução que teve a ciência e a tecnologia aqui [...], o Brasil passou não só a garantir a soberania alimentar do seu povo, mas também a exportar o excedente e ajudar a alimentar o mundo — destacou David.
Segundo Prado, a energia é hoje um dos principais limitadores para a expansão da tecnologia de supervisão, especialmente nas áreas rurais. Para ele, embora o Brasil tenha produção superavitária de energia, falta rede de distribuição para que ela chegue aos demandantes.
Também participaram da sessão o chefe-geral da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Jorge Enoch Furquim Werneck Lima; a diretora da Área de Irrigação e Operações da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Alessandra Cristina Rossin; e Eduardo Correa Tavares, representante do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.