INOVAÇÃO

Comissão da Câmara aprova isenção fiscal para startups que reinvestirem lucros

Projeto beneficia empresas que aplicarem recursos em pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica

Por Câmara dos Deputados Publicado em 12/06/2026 às 19:01
Legenda não informada no material original.

A Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei Complementar 236/24, que concede isenção do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) às startups que reinvestirem lucros em atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica. A isenção será aplicada sobre o valor do lucro reinvestido.

De acordo com o texto, as atividades deverão ser certificadas por instituição credenciada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Em análise na Câmara dos Deputados, a proposta altera a Lei Complementar 182/21, que institui o marco legal das startups.

Para o relator, deputado Duda Ramos (Pode-RR), o incentivo ao reinvestimento em pesquisa e desenvolvimento pode ampliar a capacidade competitiva das startups, favorecer a geração de empregos qualificados e estimular a difusão tecnológica.

Região Norte
A comissão aprovou uma alteração no texto apresentada por Ramos. No caso das startups instaladas na Região Norte, o valor do lucro reinvestido será computado com acréscimo percentual, a ser definido em regulamento, para o cálculo da isenção.

"Há necessidade de compensar desvantagens estruturais enfrentadas por empreendimentos inovadores instalados na Região Norte, especialmente em razão dos maiores custos que suportam e das dificuldades que enfrentam no acesso a mercados e a centros de pesquisa", afirmou Ramos. Segundo ele, o tratamento diferenciado contribui para estimular a descentralização geográfica do ecossistema nacional de inovação.

Próximos passos
A proposta ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania, além do Plenário. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

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