TRIBUNAL DE CONTAS

Nardes deixará TCU em dezembro e antecipa aposentadoria por saúde

Vaga será da cota da Câmara dos Deputados e deve abrir nova disputa pela indicação ao tribunal

Por Estadao Conteudo Publicado em 12/06/2026 às 18:56
Augusto Nardes Reprodução / Agência Brasil

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes informou ao presidente da Corte, ministro Vital do Rêgo, que deixará o cargo em dezembro deste ano. A decisão antecipa em cerca de dez meses sua aposentadoria, motivada pela necessidade de cuidar melhor da saúde.

A saída ocorrerá antes da aposentadoria compulsória, prevista para outubro de 2027, quando Nardes completará 75 anos.

A vaga que será aberta pertence à cota de indicação da Câmara dos Deputados, o que deve provocar uma disputa pela escolha do substituto. A definição também amplia o espaço de negociação do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), que deve conduzir as articulações em torno da indicação.

Há poucos meses, os deputados aprovaram a indicação de Odair Cunha (PT-MG), com 303 votos favoráveis, para a vaga aberta com a saída de Aroldo Cedraz. A escolha foi viabilizada por articulação de Motta, que buscou cumprir acordo feito com o PT em 2024 para indicar um petista em troca de apoio à sua candidatura ao comando da Câmara.

Na disputa, o ex-deputado derrotou Elmar Nascimento (União-BA), Danilo Forte (PP-CE), Hugo Leal (PSD-RJ), Gilson Daniel (Podemos-ES), Soraya Santos (PL-RJ) e Adriana Ventura (Novo-SP). Soraya e Adriana retiraram as candidaturas antes da votação. Segundo Soraya, houve um acordo de líderes da direita para que, na próxima vaga aberta no tribunal, fosse indicada uma mulher.

O TCU é o tribunal administrativo responsável por acompanhar a execução orçamentária e financeira do País e julgar as contas da administração pública federal. Entre suas atribuições estão a análise da prestação de contas do presidente da República e a realização de inspeções e auditorias nas contas da Câmara e do Senado.

Dos nove ministros do Tribunal, seis são escolhidos pelo Congresso Nacional. Os demais são nomeados pelo Palácio do Planalto. As vagas são preenchidas de forma vinculada, ou seja, cabe à mesma instituição responsável pela indicação do ministro anterior escolher o substituto.