Comissão aprova criação de auxílio para proprietários de veículos a diesel
Projeto prevê reembolso de parte dos custos de manutenção atribuídos ao aumento do biodiesel na mistura do combustível
A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1576/25, que institui o Programa Diesel Justo. A proposta cria um auxílio financeiro para proprietários de veículos movidos a diesel, com a finalidade de compensar o aumento dos custos de manutenção relacionados à maior presença de biodiesel na mistura do combustível.
De acordo com o texto, o programa terá duração de cinco anos e garantirá um auxílio equivalente a 50% das despesas de manutenção. A regulamentação caberá ao governo federal, que deverá definir a forma de cadastro dos beneficiários, os limites de reembolso por veículo e os critérios para comprovação dos gastos.
Os parlamentares aprovaram o parecer do relator , deputado Zé Trovão (PL-SC), favorável à proposta. Ele acompanhou o argumento do autor do projeto, deputado Bibo Nunes (PL-RS), de que o aumento do biodiesel reduz a eficiência dos motores e provoca despesas adicionais para frotas de caminhões e ônibus.
“A elevação progressiva do teor do biodiesel, ainda que contribua para a redução das emissões de gases de efeito estufa, tem provocado consequências técnicas relevantes”, observou Zé Trovão.
“As maiores concentrações de biodiesel ampliam a necessidade de instruções mecânicas, aceleram os processos de formação de impurezas, aumentam a incidência de painéis relacionados à oxidação e protegem a vida útil de sistemas de injeção, filtros e bombas”, acrescentou.
Para o relator, o Programa Diesel Justo representa uma resposta equilibrada à situação. “Trata-se de um mecanismo que compatibiliza a continuidade da política ambiental com a proteção da atividade econômica essencial, mitigando distorções.”
Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será aplicado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para se tornar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.