MOBILIDADE URBANA

Senador pede esclarecimentos sobre implantação do BRT em Cuiabá e Várzea Grande

Wellington Fagundes questionou atrasos, custos e possível contratação sem licitação para operação do novo sistema

Por Agência Senado Publicado em 11/06/2026 às 11:17
Wellington Fagundes (PL-MT) Jefferson Rudy/Agência Senado

Em pronunciamento no Plenário na quarta-feira (10), o senador Wellington Fagundes (PL-MT) cobrou transparência do governo de Mato Grosso sobre a implantação do sistema de ônibus rápido (BRT) na região metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande. A previsão é que o sistema entre em funcionamento no final deste mês.

Segundo o parlamentar, a obra, apresenta como alternativa para a mobilidade urbana após a substituição do projeto do veículo leve sobre trilhos (VLT), acúmulos de atrasos, aumento de custos e incertezas.

Fagundes questionou a possibilidade de contratação, sem licitação, de empresas que já operam o transporte público metropolitano para integrar a operação do novo sistema. Ele pediu esclarecimentos sobre os critérios adotados pelo governo estadual.

— Quando falamos de um serviço essencial, financiado com recursos públicos e que impactará milhões de passageiros ao longo dos próximos anos, toda a decisão precisa ser absolutamente clara. A concorrência pública existe justamente para garantir igualdade de oportunidades, propostas melhores e, acima de tudo, mais segurança para o cidadão. Quanto maior o contrato, maior deve ser a transparência; quanto maior o investimento, maior deve ser a fiscalização; e, quanto mais dúvidas surgem, mais explicando o governo deve oferecer à sociedade — afirmou.

O senador também disse que a demora na conclusão da obra afetou moradores da região metropolitana. Para ele, a população tem o direito de conhecer os critérios adotados para eventuais mudanças no modelo de operação do sistema.

— Mato Grosso merece respostas claras. A população tem o direito de saber quem decidiu, por que decidiu e quais as vantagens concretas que essa mudança traz para o cidadão que utiliza o transporte coletivo. O dinheiro público é público, a obra é pública e o serviço é público e, por isso mesmo, o interesse público deve estar acima de qualquer interesse político, eleitoral ou econômico. É isso que esperamos. É isso que continuaremos cobrando — declarou.