EDUCAÇÃO

Projeto prevê psicólogos em escolas públicas com metas de atendimento

Texto em análise na Câmara estabelece implantação progressiva do programa na educação básica

Por Câmara dos Deputados Publicado em 10/06/2026 às 13:13
Projeto prevê psicólogos em escolas públicas da educação básica Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O Projeto de Lei 132/26 cria o programa Psicólogo na Escola, com o objetivo de garantir a presença de profissionais de psicologia nas escolas públicas da educação básica. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

Pelo texto, a implantação do programa ocorrerá de forma gradual. Em até dois anos, a rede pública deverá contar com pelo menos um psicólogo para cada mil estudantes. Em cinco anos, uma meta será de um profissional para cada 500 alunos.

A coordenação do programa fica sob responsabilidade do Ministério da Educação, em articulação com o Ministério da Saúde.

Atendimentos previstos

Entre as atribuições previstas, os psicólogos deverão promover ações de prevenção de transtornos psíquicos, acolher e escutar estudantes, identificar precocemente situações de sofrimento mental, violência, abuso e negligência, além de encaminhar casos que exijam atendimento especializado para a rede de saúde.

Bem-estar dos estudantes

Autora do projeto, a deputada Yandra Moura (União-SE) afirma que a proposta de busca fortalecer a Lei 13.935/19 , que já prevê atendimento por psicólogos e assistentes sociais nas escolas.

Segundo o parlamentar, a medida representa um investimento fundamental no bem-estar dos estudantes. “A presença de psicólogos nas escolas contribuirá para a redução do bullying , a melhoria do clima escolar, o apoio aos estudantes na vulnerabilidade e na prevenção do suicídio”, afirma Yandra.

Orçamento

Os recursos para o programa virão do Orçamento Federal e de parcerias público-privadas, convênios e outras modalidades de transferências ou fontes de financiamento.

Próximas etapas

A proposta será comprovada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Saúde; Educação; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para mudar a lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

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