PESQUISA

Quaest mostra maior concordância com Lula sobre tarifa dos EUA ao Brasil

Levantamento indica que 55% dos entrevistados acreditam que a nova tarifa pode prejudicar sua vida

Publicado em 10/06/2026 às 09:06
Lula © Foto / Ricardo Stucker / Presidência do República

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 10, aponta que 55% dos entrevistados acreditam que o novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil irá prejudicar sua vida. Outros 37% afirmam que a nova rodada de tarifas adicionais não deve trazer prejuízos pessoais.

No início de junho, os Estados Unidos anunciaram a imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre parte das importações brasileiras, sob a alegação de práticas comerciais consideradas desfavoráveis aos interesses americanos.

Ao serem questionados sobre com quais dos pré-candidatos à eleição presidencial concordam mais em relação ao tema, 47% dos entrevistados disseram concordar mais com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula acusa seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL), de ter pedido o novo tarifaço ao Brasil.

Outros 35% afirmaram concordar mais com Flávio, que diz ter pedido ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para não impor novas tarifas ao Brasil.

Segundo o levantamento, 47% dos entrevistados avaliam que o presidente Lula representa melhor o discurso de patriotismo e defesa dos interesses do Brasil. O índice atribuído a Flávio Bolsonaro foi de 37%.

A pesquisa também perguntou se o tarifaço aumenta a vontade de votar em algum dos candidatos. Para 39%, a imposição das tarifas aumenta a disposição de votar em Lula. Já 30% disseram que a medida eleva a vontade de votar em Flávio Bolsonaro.

PCC e CV

O levantamento também ouviu os entrevistados sobre a recente decisão do governo americano de classificar as organizações criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas.

Para 45% dos entrevistados, o governo dos Estados Unidos deve classificar essas organizações criminosas como terroristas. Já 60% avaliam que o governo brasileiro deveria fazer essa classificação.

Entre os participantes, 47% afirmaram que Flávio Bolsonaro teve influência nessa classificação, enquanto 37% disseram acreditar que o senador não teve influência.

Para 53%, a classificação feita pelo governo americano irá prejudicar bancos e empresas brasileiras. Outros 34% avaliam que não haverá prejuízos.

A margem de erro estimada é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada entre os dias 5 e 8 de junho, com 2.004 entrevistas presenciais. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07661/2026.