SAÚDE

Senador cobra mais informação sobre diagnóstico precoce da LAM

Alan Rick defendeu política nacional de conscientização sobre a doença rara e comentou desabamento de ponte no Acre

Publicado em 10/06/2026 às 08:49
Alan Rick Agência Senado

O senador Alan Rick (Republicanos-AC) registrou, em pronunciamento no Plenário na terça-feira (9), a Semana Mundial de Conscientização sobre a Linfangioleiomiomatose (LAM), doença rara que atinge mulheres, principalmente em idade fértil.

O parlamentar alertou para a dificuldade de diagnóstico e defendeu ações de informação e orientação sobre a doença. Segundo Alan Rick, a LAM é frequentemente confundida com outras enfermidades, o que pode atrasar o início do tratamento.

A doença é uma neoplasia de caráter benigno, mas, ao se espalhar, dificulta a respiração e pode comprometer pulmões, vasos linfáticos e rins.

— A realidade é que a LAM continua sendo uma doença pouco conhecida e frequentemente confundida com outras enfermidades respiratórias, como asma, bronquite ou enfizema. Mais informação gera o diagnóstico precoce. Diagnóstico precoce gera tratamento. E tratamento significa dignidade, esperança e mais qualidade de vida para milhares de mulheres brasileiras — afirmou.

Alan Rick também defendeu a aprovação de projeto de sua autoria que institui a Política Nacional de Conscientização e Orientação sobre a Linfangioleiomiomatose. A proposta, apresentada quando ele era deputado federal, foi aprovada pela Câmara e tramita no Senado como PL 5.238/2025.

De acordo com o senador, o objetivo é ampliar o acesso à informação sobre a doença, promover a capacitação de profissionais de saúde e estimular a criação de centros de referência para diagnóstico e acompanhamento especializado.

Desabamento de ponte

No mesmo pronunciamento, Alan Rick comentou o desabamento da ponte Frei Paolino Baldassare, sobre o Rio Iaco, em Sena Madureira, no Acre. O senador lamentou que quatro pessoas tenham ficado feridas e pediu a apuração das causas do acidente, além da responsabilização dos envolvidos.

— Os culpados devem ser responsabilizados e essa conta não pode ser paga pelo povo do Acre. O povo do Acre não pode pagar R$ 36 milhões, dinheiro suado dos acrianos e dos brasileiros, por conta de uma obra mal feita e cuja fiscalização foi mal executada pelos próprios órgãos do estado — disse o senador.