POLÍTICA

Deputados votam redução da maioridade penal em comissão

Política, Maioridade Penal, PEC, Votação, CCJ

Publicado em 09/06/2026 às 08:02

Após dois adiamentos, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioria penal no Brasil de 18 para 16 anos (PEC 32/15 e apensadas) deve ser votada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados na tarde desta terça-feira (9). O texto está na pauta do colegiado, que se reúne a partir das 14h30.

O relator da matéria, deputado Coronel Assis (PL-MT), concluiu a leitura do seu relatório, que é favorável à mudança, na sessão ocorrida no dia 27 de maio, quando a votação foi adiada por um pedido de vista coletiva . Na ocasião, ele tirou o relatório a emenda que previa que jovens com 16 anos poderiam se casar, celebrar contratos, tirar carteira de habilitação e votar obrigatoriamente. O autor defende que 90% da população é a favor da redução da maioria penal, conforme pesquisa recente.

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Atualmente, no Brasil, jovens maiores de 16 anos que cometem infrações graves cumprem medidas socioeducativas de internação por, no máximo, três anos. O tema vem dividindo parlamentares na comissão. A deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ), apoiando à redução, argumentou, durante a última sessão, que apenas 8% dos atos cometidos por jovens são considerados graves e que esses jovens podem acabar sendo aliciados pelo crime organizado se participarem no sistema prisional.

Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicam que o país registra cerca de 12 mil adolescentes em unidades de internação ou em privação de liberdade – menos de 1% dos 28 milhões de jovens nessa faixa etária, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Caso a PEC da redução da maioridade penal avança na CCJ, uma comissão especial será criada para acompanhar a discussão do tema antes de ir ao plenário.

Regulamento da IA

O assunto que pode ser movimentado na Câmara dos Deputados nesta semana é a expectativa em torno da apresentação do relatório do projeto de lei de regulação de sistemas de inteligência artificial (IA) no país . A matéria está sob relatoria do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), que deverá apresentar seu parecer nesta terça-feira (9), segundo antecipou o próprio presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em conversa com jornalistas nos últimos dias.

De acordo com o texto aprovado pelo Senado no ano passado, o projeto estabelece os princípios fundamentais para o desenvolvimento e uso de IA. Ele define que a tecnologia deve ser transparente, segura, confiável, ética, livre de visões discriminatórias, respeitando os direitos humanos e valores democráticos. O projeto exige também que sejam contemplados o desenvolvimento tecnológico, a inovação, a livre iniciativa e a livre concorrência.

Além de enumerar os sistemas de IA considerados de alto risco, o projeto proíbe o desenvolvimento de alguns tipos de tecnologias de IA que causam danos à saúde, à segurança ou a outros direitos fundamentais.