Ministro diz a jornal que Alcolumbre está aberto a recompor relação com Lula
Em entrevista ao jornal O Globo, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), está disposto a recompor a relação com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Guimarães disse que Alcolumbre também não deve impor obstáculos para avançar, até outubro, com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição dos salários. O governo pretende usar a pauta como bandeira na campanha à reeleição.
O ministro disse que o presidente do Senado está aberto ao diálogo. "Ele diz, reiteradamente: quer sentar com o presidente e recompor a relação. É isso."
Guimarães reconheceu ao jornal que o presidente do Senado teve papel na derrota do advogado-geral da União, Jorge Messias, na indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF). Mesmo assim, disse que o governo "aprumou o passo" depois do revés.
6x1
Após a aprovação do fim da escala 6x1 na Câmara, na última quarta-feira, Guimarães afirmou que o Senado não deve dificultar a tramitação da proposta.
Segundo ele, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), já conversou com Alcolumbre. "Nós vamos conversar. Do jeito que está o texto, o ideal seria levar direto para o plenário. Vai depender do Davi, porque a oposição quer retardar", disse. "Eu e o Hugo estamos trabalhando para buscar um encaminhamento que permita a votação imediata, sem protelamento no Senado", completou.
O ministro afirmou ainda que o tema será importante na eleição deste ano. "Aplicamos uma enorme derrota ao bolsonarismo. É o tema que mais vai pesar daqui para a frente. Mais de 70% da população é favorável."
A respeito de avaliações de que o fim da escala 6x1 poderá elevar custos, Guimarães disse que, na visão dos críticos, "tudo o que o governo faz é eleitoral."
Decisão dos EUA sobre PCC e CV
Na avaliação do ministro, a decisão dos Estados Unidos de classificar CV e PCC como terroristas não gera impacto eleitoral. Para ele, a medida é uma ameaça à soberania. "Ninguém pode invadir o Brasil a pretexto de combater o crime organizado. Por que o governo americano não incluiu nessa classificação os milicianos?", questionou.
Segundo Guimarães, ajudar o Brasil no combate às facções é bem-vindo, mas respeitando as regras e os caminhos do governo brasileiro.
Agenda
José Guimarães disse também que, se pudesse definir a agenda do Senado até a eleição, priorizaria a votação de minerais críticos, a PEC da Segurança e o fim da escala 6x1, evitando 'pautas-bomba'.
BC e Galípolo
Sobre o Banco Central, afirma que não se trata de decepção com o presidente da instituição, Gabriel Galípolo. Ele criticou, no entanto, o atual nível de juros no Brasil, dizendo que a inflação está sob controle há três anos e que as taxas altas travam um crescimento mais forte.
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