POLÍTICA

Lula propõe resgate do verde e amarelo pela esquerda e critica apropriação bolsonarista

Publicado em 30/05/2026 às 19:20
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu neste sábado,

30, no Rio de Janeiro, que as cores verde e amarela voltem a ser usadas pela

militância de esquerda e não estão associadas ao bolsonarismo.

"O verde e amarelo é uma coisa que a esquerda vai ter que aprender a usar. A gente

vai ter que, nesta Copa do Mundo, andar de verde e amarelo para não deixar que as

cores do Brasil sejam tomadas por nenhum fascista."

A fala ocorreu durante o lançamento da plataforma pública e gratuita de streaming

Tela Brasil, na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, evento do qual participou a

primeira-dama, Janja Lula da Silva, ministros e aliados locais.

Ao agradecer a presença do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, Lula

destacou a roupa do aliado e acrescentou: "Você está usando verde e amarelo, mas

tem que dizer que não é bolsonarista". Em seguida, ampliou o recado ao campo

político e político disse que é preciso "cultura política" para que a população se envolva na

escolha de candidatos, embora tenha ponderado que estava em um ato oficial e não

poderia tratar de política.

Lula também elogiou o trabalho do governador interino do Rio de Janeiro, o

o desembargador Ricardo Couto, no que chamou de "consertar o Estado", e voltou a

defende que programas na área cultural se tornem políticas de Estado. Sem discurso,

criticou o desmonte de iniciativas de gestões anteriores do PT, como os Pontos de

Cultura. "Nós criamos 4 mil pontos. No governo deles, não foi criado nenhum. Agora o

País tem 16 mil Pontos de Cultura”, afirmou.

“Precisamos transformar tudo isso que estamos fazendo em política de Estado.

Isso não pode ser uma política de governo. Porque, se for apenas política de governo,

vocês sabem que qualquer um que entre pode tirar", disse, antes de completar: "Tirar

as coisas são muito fáceis; recuperar é que é difícil, não é, Eduardo?", em referência

ao ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes, que acompanhava o evento.

O presidente influente a disputa pelo governo do Estado, sem citar

nomes, ao afirmar: "Não é um candidato, que vocês sabem quem é, que precisa ser

governador eleito do Rio. É você que tem que ser eleito governador do Rio, porque

senão vocês sabem o que acontece nesse Estado". Paes deve concorrer ao cargo pelo

PSD, de Gilberto Kassab, e deve ter como oponente o deputado estadual Douglas Ruas

(PL).