ELEIÇÕES 2026

Caiado afirma que impeachment de ministros do STF será inevitável se chegar à Presidência

Pré-candidato diz que preferia evitar processo, mas vê crise institucional diante de denúncias envolvendo magistrados

Publicado em 25/05/2026 às 10:56
Ronaldo Caiado Reprodução / Instagram

O pré-candidato à Presidência da República e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou nesta segunda-feira (25) que não gostaria de conduzir um processo de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), mas considera que a medida “vai acontecer” caso seja eleito presidente.

Segundo Caiado, a Corte foi “gravemente afetada” por episódios envolvendo questões pessoais de ministros. Ele defendeu que situações individuais não podem comprometer a imagem institucional do STF, nem serem “acobertadas” por decisões internacionais do tribunal.

As suspeitas envolvendo o Banco Master apontam repasses e transações que deveriam beneficiar familiares de membros do Supremo, incluindo R$ 80 milhões ao escritório da esposa de Alexandre de Moraes e R$ 6,6 milhões ligados a cotas de resort dos irmãos de Dias Toffoli.

“Pessoas que são atingidas com denúncias sobre sua trajetória de vida deveriam ser afastadas para que respondessem”, declarou Caiado. “Aí, sim, o Supremo guardaria a sua condição de imparcialidade nos julgamentos de temas relevantes, como se precisa.”

As declarações foram feitas durante a participação no encontro de presidenciáveis ​​promovido pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil). Aos empresários, Caiado afirmou que, assim como em empresas, o STF deveria adotar princípios rígidos de ética e afastamento em caso de suspeitas.

"A não acontecer isso, qual é o segundo passo? É o segundo passo de mais uma crise que teremos no Brasil, chegando à Presidência. É algo que eu não queria, mas que vai acontecer, que vai ser a segunda etapa. Se o Supremo não tomar essa decisão, qual é o segundo passo? O impeachment", continuou o goiano.

Caiado ressaltou que, embora o rito para o impeachment de um ministro do STF seja mais ágil do que o de um presidente da República, por tramitar apenas no Senado, a medida necessariamente provocaria uma crise institucional. Para ele, o STF passa por forte contestação e, para que o país avance, a própria Corte deveria demonstrar capacidade de “cortar na própria carne” .

"Nada (mais) será planejado. Porque cada ano vai ser um cassado, ou vão cassar dois cada vez, como vai ficar isso?", questionou.