Lula e Flávio Bolsonaro empatam com 45% em simulação de 2º turno, aponta Datafolha
Levantamento mostra empate entre Lula e Flávio Bolsonaro; pesquisa foi realizada antes de denúncias contra o senador.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparecem empatados com 45% das intenções de voto cada em um eventual segundo turno da eleição presidencial de 2026, conforme pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (16). O levantamento aponta ainda que 9% dos entrevistados votariam em branco ou nulo, enquanto 1% não soube responder.
A pesquisa foi realizada pelo Datafolha entre os dias 12 e 13 de março, ouvindo 2.004 pessoas em 139 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-00290/2026.
Vale destacar que a maior parte das entrevistas aconteceu antes da divulgação, pelo The Intercept Brasil, no dia 13 de maio, de um áudio envolvendo Flávio Bolsonaro. No material, o senador aparece em conversa com o banqueiro Daniel Vorcaro, pedindo recursos para financiar a produção do filme "Dark Horse", sobre a trajetória do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Por isso, a pesquisa pode não refletir integralmente o impacto das denúncias recentes sobre a campanha do parlamentar do PL.
Em outros cenários de segundo turno simulados pelo Datafolha, Lula aparece com 46% das intenções de voto contra 40% do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e 46% contra 39% do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD). No levantamento anterior, Lula registrava empate técnico com Flávio, Zema e Caiado, mas agora ampliou a vantagem sobre os dois últimos.
No cenário estimulado de primeiro turno, Lula lidera com 38% das intenções de voto, seguido de Flávio Bolsonaro, que tem 35%, configurando empate técnico. Romeu Zema e Ronaldo Caiado aparecem com 3% cada, enquanto Renan Santos (Missão) tem 2% e Cabo Daciolo (Mobiliza) soma 1%. Os votos em branco ou nulo somam 9%, e 3% dos entrevistados não souberam responder.