ELEIÇÕES 2026

Flávio Bolsonaro terá decisão final sobre candidatura de Cláudio Castro ao Senado pelo PL

Após operação da PF e condenação na Justiça Eleitoral, futuro político de Castro depende da família Bolsonaro e do cenário interno do PL.

Publicado em 15/05/2026 às 17:20
Flávio Bolsonaro Reprodução / Instagram

Aliados do ex-governador Cláudio Castro (PL) e membros do PL do Rio de Janeiro avaliam que a candidatura do ex-chefe do Executivo fluminense ao Senado enfrenta mais um obstáculo após a operação da Polícia Federal. Apesar disso, não descartam a manutenção de seu nome "até que se tenha mais elementos da investigação".

Além do imbróglio jurídico pela condenação na Justiça Eleitoral — Castro está inelegível até 2030 por decisão do TSE —, a operação desta sexta-feira, 15, contra o ex-governador fortaleceu uma ala do PL que defende outros nomes para a disputa, como o deputado federal Carlos Jordy e o senador Carlos Portinho.

Preterido anteriormente pelo partido, Portinho se apresenta como alternativa ao ex-governador investigado. O senador já expressou ao presidente do diretório estadual do PL, deputado Altineu Côrtes, o desejo de concorrer à reeleição. A decisão, no entanto, caberá ao clã Bolsonaro.

A corrente do PL contrária ao nome de Castro argumenta que o senador "não vai abraçar mais um ponto de desgaste para a campanha presidencial" após a divulgação de áudios que revelaram uma conexão entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Outro deputado do PL acredita que o partido pode optar por apoiar um nome de fora da legenda, como o ex-secretário de Polícia Civil do Rio, Felipe Curi, pré-candidato à Câmara dos Deputados pelo PP.

Castro pretendia disputar o cargo sub judice, já que foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) à inelegibilidade por abuso de poder político e econômico.

‘Ambiente propício’

Os investigadores da Polícia Federal responsáveis pela Operação Sem Refino apontam que o ex-governador do Rio teria atuado para criar um "ambiente propício" ao Grupo Refit, considerado o maior sonegador de impostos do País, e perpetuar fraudes fiscais bilionárias no setor de combustíveis. Segundo a PF, Castro teria articulado um refinanciamento desenhado para beneficiar a Refit, com potencial para reduzir em até 95% a dívida da empresa com o Estado.