Ex-presidente de CPI cobra explicações da PF sobre troca de delegado em inquérito do INSS
Senador Carlos Viana questiona Polícia Federal sobre substituição de chefe de investigação de fraudes no INSS e pede garantias de imparcialidade no caso.
O senador Carlos Viana (PSD-MG), ex-presidente da CPI do INSS, invejou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, solicitando esclarecimentos sobre a substituição do delegado responsável por investigar fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No documento, encaminhado na manhã desta sexta-feira (15), Viana apresentou seis questionamentos à PF:
- Qual foi a solicitação oficial da expedição do delegado responsável pelo inquérito referido;
- Em quais dados foram formalizados as substituições e quem determinou administrativamente a mudança;
- Qual o estágio atual das investigações;
- Houve preservação integral das linhas investigativas, diligências, provas já produzidas e equipes envolvidas;
- Se houve qualquer comunicação prévia ao Supremo Tribunal Federal sobre a substituição;
- Se a alteração possuir caráter administrativo ordinário ou correção de fato superveniente relacionado ao andamento da investigação.
“O Brasil espera que todas as apurações avancem com independência, autonomia e absoluta imparcialidade, especialmente em casos de elevada repercussão nacional”, afirmou Viana.
A Polícia Federal substituiu o delegado que chefiava o inquérito sobre o escândalo dos descontos associativos não autorizados em aposentadorias, mas ainda não esclareceu se a mudança ocorreu a pedido do próprio delegado ou por decisão da chefia da corporação.
O delegado Guilherme Figueiredo Silva , então chefe da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários da PF, coordenou as investigações e foi responsável, entre outros atos, por solicitar apuração contra Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A troca motivou uma reunião entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, e a equipe da PF nesta sexta-feira.