Mourão critica pacote de segurança e política econômica do governo
Senador aponta atraso em ações contra o crime organizado e questiona medidas econômicas do Executivo
Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (12), o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) criticou o programa federal de combate ao crime organizado, classificando-o como uma resposta tardia diante do avanço das facções criminosas no país. O parlamentar citou relatos sobre o controle de serviços essenciais por organizações criminosas em diversas regiões, o que, segundo ele, evidencia falhas históricas do Estado.
— O governo do presidente Lula anuncia agora um pacote de R$ 11 bilhões para a segurança pública, sob o slogan "Brasil Contra o Crime Organizado" — parece que o governo está começando agora. Onde estava esse governo enquanto o crime organizado se fortalecia e ocupava cada vez mais territórios no país? Os noticiários registram que o crime organizado já vende sinal de internet em 40% das cidades do Rio de Janeiro. Isso não é apenas um problema de segurança pública; é insurgência armada que ameaça o Estado e é a evidência concreta da falência desse mesmo Estado em determinadas regiões do Brasil — afirmou Mourão.
O senador também fez críticas à condução da política econômica, argumentando que a ampliação do crédito pode pressionar a inflação. Para Mourão, iniciativas como o programa Desenrola 2.0 e outros anúncios de financiamento revelam uma estratégia voltada à recuperação de popularidade, sem atacar os desequilíbrios fiscais. Ele ressaltou ainda que programas sociais não devem ter finalidade eleitoral.
— Notícias apontam que foram anunciados R$ 140 bilhões em medidas que, em tese, iriam aumentar o crescimento, mas vão apenas pressionar a inflação. O governo teima em expandir o crédito subsidiado e, depois, culpa o Banco Central e os empresários. O Desenrola 2.0 é apresentado como a solução social para os pobres endividados, mas é cristalino perceber que o programa tem a finalidade de melhorar a popularidade do presidente em ano eleitoral, declarou.