SENADO FEDERAL

Michelle Bolsonaro celebra rejeição de Messias ao STF: 'Justiça de Deus foi feita'

Indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal é rejeitada no Senado e ex-primeira-dama destaca decisão como vitória da oposição.

Publicado em 30/04/2026 às 16:29
Michelle Bolsonaro Reprodução / Instagram

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro comemorou nesta quarta-feira, 29, a exclusão da indicação de Jorge Messias, advogado-geral da União, ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Em suas redes sociais, a presidente nacional do PL Mulher participou de uma publicação do senador Marcio Bittar (PL-AC) sobre o resultado da votação e afirmou que a "justiça de Deus foi feita".

No plenário do Senado Federal, Messias recebeu 34 votos corretos e 42 contrários. Para aprovação, eram necessários ao menos 41 dos 81 votos. Com o resultado, a indicação foi arquivada.

Messias apresentou a maior resistência aberta a um nome indicado ao STF nos últimos 120 anos. Sua indicação foi formalizada em abril deste ano, mais de quatro meses após o anúncio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), feito em novembro de 2023.

Aliados de Jair Bolsonaro compartilham a coleta de Messias um sinal de fragilidade do governo Lula. “A oposição se uniu, ofereceu a pressão e mostrou que ainda existe quem voto com verdade e não se curva”, escreveu o senador Marcio Bittar na publicação compartilhada por Michelle.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), enteado de Michelle e pré-candidato à Presidência, classificou o resultado como uma vitória da oposição, mas evitou associá-lo diretamente às eleições de 2026. "Não estou comemorando nada, mas é uma vitória da oposição. É histórico e é um bom sinal de que a democracia pode voltar a respirar. Ninguém nunca tentou dar golpe de nada, a gente só queria que as instituições respeitassem seus limites", declarou após a votação.

A candidatura de Messias, que é evangélica, conta com apoio público de pastores, religiosos e conservadores de várias denominações. O ministro do STF André Mendonça também manifestou apoio e, após a denúncia, declarou que o País perdeu um grande ministro.

Messias tornou-se alvo do descontentamento do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), após Lula não indicar o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a vaga no Supremo. O envio oficial do nome de Messias ao Senado só ocorreu em abril, devido a uma "guerra fria" nos bastidores entre Lula e Alcolumbre, que ameaçava rejeitar a indicação do Palácio do Planalto.

Após a votação, Messias declarou ressentimento: "Passei por cinco meses de um processo de desconstrução da minha imagem. Toda sorte de mentira para me desconstruir ocorreu. Nós sabemos quem promoveu tudo isso", afirmou, sem citar nomes diretamente.