ELEIÇÕES 2026

Caiado defende convergência e diz que eleitor definirá ida ao segundo turno

Pré-candidato à Presidência, ex-governador de Goiás adota tom conciliador e critica governo federal durante evento em Minas Gerais.

Publicado em 25/04/2026 às 19:29
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado Reprodução / Instagram

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), sinalizou neste sábado (25) disposição para convergência com outros nomes de oposição ao governo federal, afastando a ideia de confronto direto e indicando que a disputa deve funcionar como um filtro para definir quem chegará mais competitivo ao segundo turno. O tom conciliador com outros eventuais adversários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi apresentado durante a cerimônia de abertura da Expozebu, em Uberaba (MG), evento considerado o principal da pecuária nacional.

Caiado classificou a eleição de 2026 como decisiva para o futuro político e econômico do País. "Coloquei meu nome. O partido terá candidato à Presidência da República", afirmou. "Este é um ano em que temos que eleger quem acredita no Brasil", disse. "Não é enfrentamento", reforçou, ao defender que o eleitor escolha "quem vai para o segundo turno". O discurso foi acompanhado por Romeu Zema, pré-candidato pelo Novo.

O ex-governador também fez críticas duras ao governo federal. "Vamos ser governados mais uma vez por aqueles que roubaram o futuro do povo?", questionou. Segundo ele, há uma "falta de perspectiva" que precisa ser revertida. Ao tratar da disputa, Caiado afirmou que governar exige mais do que vencer eleições. "Não se governa apenas ganhando eleição. Se governa pelo exemplo de vida e pela coragem de fazer o que é certo", pontuou.

O discurso também trouxe acenos diretos ao setor agropecuário, alinhando-se à estratégia de pré-candidatos que buscam aproximação com uma das principais bases econômicas do Brasil. Caiado voltou a defender o segmento como central para o país. "O agronegócio é o setor que sustenta o nosso país", afirmou.

Ele conectou a eleição à agenda econômica e criticou medidas recentes. "Querem empobrecer o agronegócio e tirar nossa capacidade de seguir um programa de governo", declarou. Ao final, reforçou o tom de mobilização e projetou a campanha: "Vamos ganhar a eleição. Vamos devolver o Brasil aos brasileiros de bem", concluiu.