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Ciro Gomes deve decidir em maio se disputa Presidência ou governo do Ceará

Ex-ministro afirma que avalia convite do PSDB e pode concorrer a um dos cargos; definição será na primeira quinzena de maio.

Publicado em 25/04/2026 às 17:37
Ciro Gomes Reprodução / Agência Brasil

Ciro Gomes , ex-ministro e ex-candidato à Presidência, afirmou neste sábado (25) que deverá definir na primeira quinzena de maio se disputará a Presidência da República ou o governo do Ceará pelo PSDB. O convite feito pelo presidente nacional da sigla, Aécio Neves, e a declaração ocorreu durante o Encontro de pré-candidatos a deputado estadual e federal do partido, em São Paulo, em fala registrada por vídeos que circulam nas redes sociais.

“Devo, na primeira quinzena de maio, tomar essa decisão. Presidência ou governo, um dos dois”, disse Ciro ao relatar que voltou a considerar uma candidatura após o convite. “Eu estava resistindo à ideia de ser candidato, mas veio um convite do PSDB que me obriga, por respeito, a pensar, amadurecer o assunto”, acrescentou. Ciro também declarou que, “se tivesse juízo”, não voltaria a disputar a Presidência, mencionando ter se sentido “profundamente humilhado” na campanha de 2022.

No mesmo evento, Ciro defendeu a residência do PSDB e manifestou apoio ao nome do ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra , como possível candidato ao governo de São Paulo. “Mais do que nunca é hora do PSDB se levantar, restaurar sua confiança e propor um novo projeto nacional. O Paulo deve ser o nosso candidato a governador, se assim ele puder, porque é um quadro pronto para qualquer tarefa”, afirmou.

Paulo Serra confirmou que deverá anunciar a sua decisão no mesmo prazo indicado por Ciro. "A gente tem o convite do partido, uma pré-candidatura a governador e também a deputado federal. Na primeira quinzena de maio deve se encaminhar", disse, relacionando a definição a um "projeto maior de residência do PSDB".

Ciro, por sua vez, prometeu engajamento direto em uma eventual campanha de Serra. “Venho fazer sua campanha de governador porque sei que, estando no Bandeirantes, não haverá rumo certo de progresso, de decência, de compromisso social”, concluiu.