BASTIDORES / POLÍTICA NACIONAL

“Sem Bolsonaro não ganha”: Valdemar fala em 35% e compara situação com Collor

Em entrevista ao Pânico, presidente do PL afirma que “ninguém quer Bolsonaro preso” e cita prisão domiciliar de Collor, em Maceió, ao comentar cenário político

Por Redação Publicado em 25/04/2026 às 11:08
Valdemar da Costa Neto, no Pânico

Durante entrevista ao programa Pânico, no YouTube, nesta quinta-feira (24), o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, fez declarações que misturam avaliação eleitoral, defesa política e comparações com casos recentes envolvendo figuras públicas.


Ao comentar o cenário eleitoral, Valdemar afirmou que qualquer candidato que conte com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro tende a largar com uma base expressiva de votos.


“O candidato do Bolsonaro já sai com 35% de voto, seja quem for”, disse, ao destacar o peso político do ex-presidente junto ao eleitorado.


Na sequência, o dirigente foi além e reforçou a importância do aval político de Bolsonaro para viabilizar candidaturas competitivas.


“O candidato que não tiver a bênção do Bolsonaro não ganha”, afirmou.


Comparação com Collor


Em outro momento da entrevista, Valdemar abordou a situação jurídica de Bolsonaro, fazendo uma comparação direta com o ex-presidente Fernando Collor, que cumpre prisão domiciliar em um apartamento à beira-mar no bairro de Jatiúca, em Maceió.


Segundo ele, há uma percepção popular de que a permanência de Bolsonaro sob restrições não encontra respaldo entre a população.


“Ninguém quer que o Bolsonaro fique preso”, declarou, ao ponderar que a situação teria motivação política em parte do debate.


Na comparação, citou Collor como exemplo de tratamento distinto.


“O Collor já está preso em casa faz tempo… demorou para responder e rapidinho a domiciliar dele saiu por questão de saúde”, disse.


Condição de saúde e restrições


Valdemar também mencionou questões de saúde de Bolsonaro, destacando o histórico de cirurgias e a resistência física do ex-presidente.


“Ele tem um problema sério, já operou várias vezes o estômago e o intestino”, afirmou.


Ainda segundo o dirigente, mesmo em condições consideradas mais favoráveis, Bolsonaro segue sob limitações, como restrições de visitas.


Peso político mantido


As declarações reforçam a leitura de que, independentemente da situação jurídica, Bolsonaro segue sendo uma figura central no cenário político nacional, especialmente dentro do campo conservador.


A fala de Valdemar também sinaliza que o PL continuará apostando no capital político do ex-presidente como fator decisivo nas eleições, seja de forma direta ou indireta.


Ao mesmo tempo, a comparação com Collor — um caso que envolve o próprio estado de Alagoas — amplia o debate sobre tratamento jurídico, percepção pública e influência política em momentos distintos da vida institucional brasileira.