JHC tenta colar apoios de Luciano Barbosa e Lula Cabeleira, mas narrativa desmancha em menos de 24 horas
Prefeito de Arapiraca nega informação e ex-prefeito de Delmiro Gouveia reafirma voto em Renan Filho. Apoios que não se sustentaram, cola que largou ligeiro
Dois movimentos políticos tentaram ganhar corpo ao longo da semana em Alagoas, ambos com o mesmo objetivo: projetar a ideia de que lideranças expressivas do interior estariam aderindo à pré-candidatura ao governo do Estado de João Henrique Caldas.
De um lado, no Agreste, o nome do prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa. Do outro, no Sertão, o do ex-prefeito de Delmiro Gouveia, Luiz Carlos Costa, figura influente na política local e pai da atual prefeita Viane Costa.
As duas narrativas circularam com força nas redes sociais e em veículos alinhados ao grupo político do ex-prefeito da capital. No entanto, o que parecia um movimento de expansão política perdeu força na mesma velocidade em que surgiu.
Desmentidos rápidos e diretos
No caso de Luciano Barbosa, a resposta veio de forma objetiva. O prefeito de Arapiraca limitou-se a negar a informação, afirmando que o suposto apoio simplesmente “não procedia”.
Já no Sertão, Lula Cabeleira foi além. Além de desmentir a adesão, fez questão de deixar clara sua posição política:
“Conheço JHC desde menino, filho de um amigo, João Caldas. Mas meu voto é em Renan Filho”, afirmou.
A declaração teve peso político por vir de uma liderança tradicional da região e com influência direta no cenário local.
Narrativa desmontada em tempo recorde
O que se viu, na prática, foram duas tentativas de criar um ambiente favorável por meio da percepção de apoio político — estratégia comum em pré-campanhas. No entanto, a rápida reação dos citados desmontou a narrativa antes que ela ganhasse consistência.
Em menos de 24 horas, o que foi apresentado como avanço político se dissipou.

“Colou?” Não. Descolou.
No jargão político, a tentativa foi clara: colar apoios para construir força. Mas, desta vez, não colou.
Descolou — e rápido.
O episódio revela não apenas a fragilidade das informações disseminadas, mas também o cuidado crescente de lideranças políticas em controlar publicamente suas posições, especialmente em um cenário pré-eleitoral onde cada gesto, palavra ou silêncio pode ser interpretado como sinal de alinhamento.
No tabuleiro que começa a se desenhar, uma lição ficou evidente: nem toda narrativa resiste ao teste da realidade.