A pedido de Lula, Edegar Pretto será vice de Juliana Brizola na disputa pelo governo do RS
Pela primeira vez, PT não terá candidatura própria ao governo gaúcho e aposta em aliança com PDT, PSB, PSOL, PCdoB, PV e Rede.
Nesta quinta-feira, 16, o ex-presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto (PT), anunciou que será pré-candidato a vice-governador do Rio Grande do Sul na chapa liderada pela ex-deputada Juliana Brizola, do PDT. É a primeira vez na história que o PT gaúcho ficará sem candidato próprio ao governo do estado.
Em carta aberta aos eleitores, Pretto afirmou que aceitou a missão a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidente nacional do partido, Edinho Silva. Segundo ele, a decisão foi tomada após diálogo com lideranças partidárias, bancadas estaduais e federais, organizações populares e com o Diretório Estadual do PT.
"Assumo essa posição com um papel muito claro: contribuir para que essa candidatura alcance densidade política, tenha alinhamento programático e expresse, de forma clara, o compromisso com o campo progressista", declarou Pretto. "Minha missão será, também, ajudar a construir, a partir dessa candidatura, um palanque forte e autêntico do presidente Lula no Rio Grande do Sul."
Pretto destacou ainda que a decisão está alinhada ao compromisso do PT de fortalecer alianças com o PDT, ampliando os acordos já consolidados com PCdoB, PV, PSB, PSOL e Rede Sustentabilidade.
"Vamos ampliar essa frente com respeito às diferenças, mas com foco naquilo que nos une: a defesa da democracia, a reeleição do presidente Lula e a construção de um novo projeto para o Rio Grande do Sul", reforçou. Ele também ressaltou que "a prioridade nacional jamais significará tratar o Rio Grande do Sul como secundário".
A decisão do PT de não lançar candidatura própria enfrentou resistência entre dirigentes estaduais, que já faziam campanha para que Pretto concorresse ao governo, inclusive com o slogan "Levanta, Rio Grande".
No último dia 9, após intervenção direta de Lula, o partido firmou acordo com o PDT, que exigiu como contrapartida o apoio petista à candidatura de Juliana Brizola. Apesar de protestos e críticas internas, Pretto abriu mão de sua candidatura para apoiar a neta do ex-governador Leonel Brizola.
Em resolução política aprovada em 7 de maio, o PT determinou que a tática no Rio Grande do Sul será construída em conjunto com o PDT e partidos aliados, sob a liderança de Juliana Brizola. A frente de oposição reúne PDT, PT, PSB, PSOL, PCdoB, PV e Rede.
"Não há nada mais importante que a reeleição do presidente Lula", destaca trecho do documento aprovado pela Executiva Nacional do PT.
Nas redes sociais, Pretto afirmou que esteve reunido com Lula e Edinho Silva para discutir o futuro do PT no estado. "Meu compromisso com o presidente sempre foi, e seguirá sendo, construir um palanque forte para que ele volte a vencer no nosso Estado", concluiu.