Caiado afirma que respeitará resultado das urnas e critica polarização
Pré-candidato à Presidência pelo PSD, ex-governador de Goiás reforça compromisso democrático e diz que maior desafio será evitar retorno do PT ao poder.
O ex-governador de Goiás e pré-candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou nesta terça-feira, 14, que respeitará o resultado das eleições. Caiado destacou ainda que considera um desafio maior governar de modo a impedir a volta do PT ao poder do que vencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas urnas em outubro.
"Sou democrata na essência. O que der na urna, eu respeito. Nunca briguei com a urna, nunca briguei com o painel do Congresso Nacional. Eu me curvo ao resultado. Eu brigo muito para poder ganhar. Agora, sempre respeitei a decisão da maioria. Essa sempre foi a minha característica durante a minha vida política", declarou Caiado durante fórum promovido pela Apex Partners.
O pré-candidato defendeu que o País supere os debates sobre os ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, insatisfeitos com o resultado eleitoral, invadiram e depredaram as sedes dos três poderes em Brasília. Segundo Caiado, manter o tema em discussão fortalece a polarização política.
"Não podemos ficar debatendo 8 de janeiro eternamente, porque isso alimenta um e retroalimenta o outro. Isso não traz resultado para o Brasil", afirmou, acrescentando que a população está cansada da polarização.
Ao fazer um balanço de sua gestão em Goiás, com ênfase na segurança pública, Caiado afirmou: "Quando você governa bem, você tem a chance de ser uma alternativa no País. Você não aprende a governar na cadeira da Presidência da República. Tudo na vida tem degraus para você ter esse nível de experiência."
Para o ex-governador, garantir a continuidade da oposição no poder e impedir o retorno do PT será um desafio maior do que vencer Lula em uma possível disputa de segundo turno. "Ganhar a eleição do Lula no segundo turno não será o maior desafio. O maior desafio é se quem for eleito saberá governar o País a ponto de fazer o sucessor ou se reeleger, e não deixar o PT com o populismo voltar em 2030", destacou. Ele lembrou ainda que, em Goiás, o PT deixou de ser opção "para os próximos 100 anos".