Troca de membros da CPI busca barrar relatório que pede impeachment de ministros do STF e PGR
Base do governo altera composição da comissão para tentar impedir aprovação de relatório que sugere indiciamento de ministros do Supremo e do procurador-geral.
Aliados do governo atuam para impedir a aprovação do relatório final da CPI do Crime Organizado, que recomenda o indiciamento e a abertura de processo de impeachment contra três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
A reunião destinada à apresentação e votação do relatório, elaborado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), estava inicialmente marcada para a manhã desta terça-feira, 14, mas foi adiada para o período da tarde.
Com a retomada dos trabalhos, parlamentares governistas conseguiram alterar parte dos membros titulares da comissão. Senadores favoráveis ao relatório foram substituídos por parlamentares orientados a votar contra o documento.
A CPI conta com 11 senadores titulares, dos quais dez possuem direito a voto, além de sete suplentes. Após as mudanças, a previsão é de quatro votos favoráveis ao texto de Alessandro Vieira e seis contrários.
A base governista promoveu alterações de última hora na composição do colegiado para assegurar o veto ao relatório que faz críticas a ministros do STF.
Deixaram a comissão Sérgio Moro (PL-PR) e Wellington Fagundes (PL-MT), que foram substituídos respectivamente por Beto Faro (PT-PA) e Marcos Rogério (PL-RO).
Além disso, Jorge Kajuru (PSD-GO) passou à condição de suplente, sendo substituído por Soraya Thronicke (PSD-MS).