CPI do Crime repudia decisão que anula quebra de sigilo do fundo Arleen
Comissão critica decisão do STF e anuncia recurso para restabelecer investigação sobre o fundo Arleen
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado manifestou, nesta quinta-feira (19), repudiou a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou a quebra de sigilo do fundo Arleen. A medida, aprovada pela CPI na quarta-feira (18), foi considerada fundamental para o avanço das investigações.
O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), informou que será protocolado um recurso contra a decisão do STF.
Confira a íntegra da nota divulgada pela comissão:
A presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado informou que recebeu com indignação a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes que anulou a quebra de sigilo do fundo Arleen, regularmente aprovada pelo colegiado.
A CPI reafirma que decisões dessa natureza inviabilizam e esvaziam o poder investigatório do Parlamento. Trata-se de uma interferência grave nas prerrogativas constitucionais do Poder Legislativo, comprometendo o andamento das investigações e enfraquecendo o combate ao crime organizado.
O respeito às decisões judiciais não se confunde com a concordância passiva diante de atos que afrontam a Constituição e limita o dever desta comissão de apurar fatos de interesse público inequívoco. A definição do rito de votação de requisitos constituintes da matéria interna do Parlamento, não sujeita à ingerência de outro Poder.
Diante disso, será protocolado recurso de forma imediata, com o objetivo de restabelecer a autoridade do Poder Legislativo e garantir o pleno funcionamento desta comissão.
A CPI do Crime Organizado não se curvará a qualquer tentativa de interferência. Seguiremos com independência, firmeza e rigor para esclarecer os fatos e garantir à sociedade as respostas que ela exige.
Senador Fabiano Contarato (PT-ES)
Presidente da CPI do Crime Organizado