CPMI DO INSS

CPMI do INSS investigará suspeita de entrada com câmera escondida em sala-cofre

Presidente da comissão, Carlos Viana, afirma que, se confirmada a tentativa, haverá apuração sobre possível vazamento de dados sigilosos ligados ao caso Vorcaro.

Publicado em 19/03/2026 às 11:16
CPMI do INSS investigará suspeita de entrada com câmera escondida em sala-cofre Reprodução

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta quinta-feira (19) que recebeu informações sobre uma suposta tentativa de entrada com "câmera escondida" na sala-cofre da comissão, onde estão armazenados dados sigilosos extraídos do celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, obtidos pela Polícia Federal. Caso a suspeita se confirme, Viana garantiu que uma investigação será instaurada para apurar o episódio.

A declaração de Viana foi uma resposta à nota divulgada pela Polícia Federal na noite de quarta-feira (18). No comunicado, a PF informou que a CPMI teria reinserido dados de Vorcaro no sistema após uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) para exclusão das informações.

Viana classificou a nota da PF como “despropositada” e afirmou que protocolou um pedido ao ministro do STF, André Mendonça, solicitando a devolução dos dados contidos no celular do banqueiro. O objetivo é que o ministro indique quais informações podem ser utilizadas nas investigações da CPMI sem prejudicar o inquérito em andamento na Corte.

"Havia suspeitas de que vazamentos poderiam ocorrer por meio de câmeras escondidas. Se houver vazamento de qualquer material oriundo da sala-cofre, será aberta investigação para identificar o responsável", reforçou Viana.

No início da sessão desta quinta-feira, o presidente da CPMI voltou a criticar a nota da Polícia Federal: "É uma nota despropositada. Tenho enorme respeito pelo trabalho da PF, mas a Polícia Federal não está acima da CPMI. Se os dados foram reintroduzidos, e não sabemos quais, quais dados foram reintroduzidos? Eles manusearam os dados nós, não tivemos acesso a nada. Dizer que manuseamos dados é, no mínimo, estranho", declarou.

Segundo a PF, a reinserção dos dados teria ocorrido após “solicitação direta da Presidência da CPMI à empresa Apple”. Esse pedido, de acordo com a nota, gerou um "novo fluxo de download e armazenamento dos arquivos, fora do controle inicial da cadeia de custódia estabelecida judicialmente". A Polícia Federal informou que comunicou os fatos ao ministro André Mendonça.