POLÍTICA HABITACIONAL

Ministro das Cidades afirma que 2026 será o 'ano da habitação' no Brasil

Jader Barbalho Filho destaca expansão do Minha Casa, Minha Vida e investimentos em saneamento durante audiência na Câmara

Publicado em 18/03/2026 às 16:13
Ministro das Cidades apresenta dados sobre habitação e saneamento em audiência na Câmara dos Deputados. Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

O ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, afirmou nesta quarta-feira (18), durante audiência na Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados, que 2026 será o ‘ano da habitação’ no Brasil.

Segundo Barbalho Filho, o programa Minha Casa, Minha Vida é responsável por 53% dos lançamentos e vendas de imóveis no país. Desde 2009, o programa já contratou 9 milhões de moradias, sendo 2,2 milhões delas após a retomada pelo atual governo.

"Até o fim de 2026, vamos contratar 1 milhão de casas. Será o maior ciclo de contratações da história do programa, com geração de emprego e renda no país", declarou o ministro.

Ele destacou que o Minha Casa, Minha Vida injetou R$ 335 bilhões na economia desde 2023 e ressaltou o caráter social da iniciativa: 41% dos contratos estão na faixa 1, destinada a famílias com renda de até R$ 2.800.

Barbalho Filho também apresentou o Compra Assistida, modalidade voltada para famílias que perderam moradias em desastres climáticos. Nesses casos, o governo subsidia a compra de um novo imóvel em até R$ 200 mil.

Outros programas

Durante a audiência pública, o ministro apresentou ainda dados de outros programas do Ministério das Cidades. Entre eles, o Periferia Viva, lançado em 2024, que prevê urbanização de favelas e áreas periféricas, com ações de saneamento, regularização fundiária, melhorias habitacionais e definição de CEP para as moradias.

Na área de saneamento, Barbalho Filho informou que já foram investidos R$ 60,6 bilhões. A meta, segundo ele, é alcançar até 2033 uma cobertura de 90% para esgotamento sanitário e 99% para abastecimento de água.

Questionários

Durante a audiência, o deputado Eli Borges (PL-TO) questionou a falta de saneamento, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. "A verdade é que o Brasil, sobretudo nessas regiões, continua precisando de mais investimento. Parece-me que não é uma política prioritária do atual presidente, com todo respeito aos colegas aqui", afirmou Borges.

O ministro reconheceu que, embora os investimentos tenham aumentado, ainda são insuficientes. Ele defendeu a necessidade de garantir mais recursos no Orçamento federal aprovado pelo Poder Legislativo.

A audiência pública foi solicitada pelo deputado Keniston Braga (MDB-PA), que avaliou positivamente os números apresentados pelo Ministério das Cidades, especialmente em relação ao Minha Casa, Minha Vida.