Bolsonaro apresenta melhora clínica, mas segue sem previsão de alta da UTI
Ex-presidente evolui bem ao tratamento de broncopneumonia, mas permanece sob cuidados intensivos em Brasília.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou boa evolução clínica, com melhorias parciais dos aspectos tomográficos e melhorias importantes dos marcadores informativos , conforme boletim médico divulgado nesta quarta-feira, 18, pelo hospital DF Star. Apesar do avanço no quadro de saúde, os médicos informaram que ainda não há previsão para alta da unidade de terapia intensiva (UTI).
Bolsonaro foi internado na última sexta-feira, 13, com diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral. Segundo o boletim, ele permanece em tratamento com antibioticoterapia, recebendo suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora.
Após deixar o hospital na manhã desta quarta, o médico Brasil Caiado detalhou à imprensa que um novo exame acordos melhorou parcial no liberação direita, enquanto o lado esquerdo ainda apresenta comprometimento moderado e difuso.
O cardiologista acrescentou que, embora não haja previsão de alta da UTI, existe expectativa de transferência para o quarto hospitalar no fim da semana, caso a resposta ao tratamento continue positiva.
"A prudência manda deixá-lo na UTI para total segurança, observando o quadro clínico, evolução laboratorial e melhora dos sintomas. Pode ser que, até o final de semana, consigamos transferi-lo para o quarto, mas não há dados definidos", afirmou Caiado.
Na sexta-feira, o médico classificou o quadro como a “maior pneumonia que Bolsonaro já teve”. O ex-presidente chegou à UTI com água nos pulmões, causada pela aspiração de líquido do estômago, consequência das frequentes soluções que apresenta.
“Considerando o histórico de comorbidades, especialmente esofagite, gastrite e refluxo gastroesofágico, o refluxo aspirado para a libertação pode desencadear pneumonia aguda e grave”, explicou o médico.
O tratamento envolve antibióticos venosos e pode ser estendido por mais de uma semana, dependendo da resposta do organismo. "É impossível prever o tempo exato de internação. Precisamos estar atentos a qualquer possibilidade de complicação", completou Caiado.
Bolsonaro está preso no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha, cumprindo pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.