Defesa de Bolsonaro apresenta novo pedido de prisão domiciliar ao STF
Advogados alegam agravamento do quadro clínico do ex-presidente, internado com pneumonia em Brasília
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou um novo pedido de prisão domiciliar humanitária junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro está preso desde 22 de novembro de 2025 e foi internado no Hospital DF Star, em Brasília, para tratar uma pneumonia bacteriana bilateral.
Os advogados solicitaram que o ministro Alexandre de Moraes reconsiderasse a decisão anterior, que havia negada a prisão domiciliar. Segundo a defesa, a internação ocorrida na sexta-feira, 13, é de “extrema gravidade”.
"A gravidade e a rápida evolução do quadro clínico foram igualmente evidenciadas pelo exame de imagem realizado no contexto da internação, o que não apenas confirmou o diagnóstico inicial, como também revelou a progressão significativa das alterações pulmonares em curto intervalo de tempo", argumentaram os advogados.
A defesa destacou ainda que a fragilidade clínica de Bolsonaro e os relatórios médicos apontam para “a possibilidade de recorrências de episódios” semelhantes ao que motivou a internação.
“A permanência do Peticionário no atual ambiente de custódia expõe o quadro clínico a um risco progressivo, na medida em que a ausência de vigilância contínua e de intervenção imediata favorecem a reprodução de eventos semelhantes, com potencial de maior gravidade, especialmente em cenários de comorbidades múltiplas e já documentadas”, diz a petição.
O ex-presidente foi internado na manhã de sexta-feira, 13. Conforme os médicos, exames confirmaram "broncopneumonia bacteriana bilateral de origem provável aspirativa", isto é, uma infecção bacteriana nos dois pulmões causada pela entrada de líquido do estômago ou da boca nas vias respiratórias.
Bolsonaro foi atendido inicialmente pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) por volta das 8h. Em nota ao Estadão, o Samu informou que o ex-presidente apresentou “caso clínico sugestivo de pneumonia, reclamando-se de falta de ar”. Ele chegou ao hospital DF Star por volta das 9h, em operação conjunta do Samu, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).