CPMI do INSS confirma depoimento de Leila Pereira nesta quarta-feira
Presidente do Palmeiras e da Crefisa será ouvida após duas ausências justificadas; comissão busca esclarecer atuação da empresa em contratos com o INSS.
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS ouvirá, nesta quarta-feira (18), o depoimento da empresária Leila Mejdalani Pereira , presidente do clube Palmeiras e do Banco Crefisa. Convocada como testemunha, sua participação foi solicitada por meio dos requisitos REQ 1.737/2025 e REQ 3.036/2026 , apresentada pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), e pelo deputado Sidney Leite (PSD-AM). A reunião está marcada para as 9h.
Esta será a terceira tentativa da comissão de ouvir Leila Pereira, após duas ausências justificadas por sua defesa, embasadas em decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino . Segundo os advogados de Leila, Dino teria facultado ao depoente a obrigação de comparação nos dados previamente agendados.
No entanto, essa interpretação foi contestada pelo presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), que classificou a alegação como equivocada. Viana ressaltou que a decisão do STF suspendeu apenas a “quebra de sigilo fiscal em bloco”, mantendo, porém, a necessidade de comparação de Leila à comissão. Apesar do pedido de condução coercitiva ter sido negado pelo STF, o senador confirmou a realização do depoimento nesta quarta-feira.
De acordo com o relator Alfredo Gaspar, o objetivo da oitiva é esclarecer informações fornecidas pelo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior , em depoimento à CPMI no início de fevereiro. Gaspar afirmou que Waller apresentou dados sobre a atuação da Crefisa e as medidas adotadas pela autarquia.
O relator destacou que a Crefisa teria reforçado o “papel central” ao vencer o pregão responsável por definir o pagamento de novos benefícios a aposentados do INSS, concentrando grande parte da operação.
"A gravidade dos problemas relatados foi suficiente para levar o próprio INSS a adotar medida excepcional: suspensão cautelar do contrato para novos pagamentos, motivada por reclamações reiteradas de beneficiários e por comunicações encaminhadas por diferentes canais e instituições. Segundo os relatos, aposentados e pensionistas tiveram enfrentados situações como pressão para abertura de conta, obstáculos no acesso ao benefício e contratação de produtos/serviços sem informação adequada, no quadro que se aproxima de práticas abusivas", afirma o relator no requerimento.
Como participar
O evento será interativo: qualquer pessoa pode enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania . As mensagens ser lidas e respondidas ao vivo pelos senadores e debatedores podem. O Senado oferece declaração de participação, válida como atividade complementar em cursos universitários. Pelo Portal e‑Cidadania também é possível opinar sobre projetos e sugerir novas leis.